Artigo: Firefox 7 até o final do ano não parece ser uma boa ideia

PC World/US
12 de abril - 12h00 - Atualizada em 15 de março - 15h09
Mozilla quer que navegador tenha nova versão a cada três meses. Ao acelerar ciclo de atualizações, porém, pode perder espaço nas empresas.

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A Mozilla se comprometeu a lançar o próximo Firefox o quanto antes. Se entre a terceira e a quarta versão do navegador quase três anos se passaram, o quinto modelo deve chegar até o fim de junho: portanto, em vez de três anos, três meses.

Há pontos positivos no ciclo veloz que a Mozilla quer impor, mas também existem possíveis perigos na mudança de postura. O HTML pode ainda ser a estrutura na qual a Web é construída, mas muito aconteceu desde julho de 2008 – quando o Firefox 3 foi lançado. Os computaram evoluíram, novas tecnologias para a Internet foram introduzidas e, principalmente, o modo como os usuários interagem com o browser – e o que esperam dele – mudou dramaticamente.

Ao contrário das companhias que, por terem um cronograma apertado, costumam apenas corrigir falhas na maioria dos updates, a Mozilla pretende incorporar novos recursos a cada versão. A proposta, portanto, é que a cada 18 semanas o browser seja incrementado. Lá pela metade de agosto, é a vez do Firefox 6.

Em novembro, a Microsoft criticou o modo como o software da Mozilla estava sendo atualizado, com diversas versões ainda não recomendadas para o uso diário (nightly updates): “A cadência da plataforma de prévias do Internet Explorer reflete o nosso ponto de vista: o fim de um browser é rodar sites, não benchmarks ou amostras feitas especialmente para o software”.

“Vinte e quatro horas é pouco para um update. As “Nightlies” tem baixo desempenho e qualidade, e podem não abrir portais normalmente. Já os daily builds – mais estáveis – são interessantes para uma pequena parcela de usuários, que, em geral, ajudam no desenvolvimento do software”.

Embora o ciclo veloz do Firefox possa ajudá-lo a se manter na vanguarda, permitindo-lhe uma rápida adaptação às últimas tendências, pode também confundir os internautas, que não costumam gostar muito de updates frequentes. Por outro lado, o programa de atualização da Mozilla tem um histórico de sucesso quanto a convencer seus usuários a ir atrás da nova versão.

O problema está no mercado corporativo. Atualizações automáticas funcionam bem com usuários finais, mas nas máquinas de empresas – principalmente nas grandes – a história já é outra. Esta é a principal razão para a sobrevivência do IE6 - apesar dos esforços da Microsoft para enterrá-lo – já que corporações criaram aplicações internas que rodavam no defasado navegador, e não estão dispostas a investir tempo e dinheiro para tornar a plataforma compatível com softwares mais novos.

Agora, imagine como será para a Mozilla distribuir updates de seu browser a cada três meses. O mercado corporativo ocupa importante parcela do mercado de navegadores e, se começar a receber atualizações mais rápidas do que pode suportar, é capaz de preferir o IE em detrimento dos ágeis Chrome e Firefox.

(Tony Bradley)