Opera lança novas versões dos navegadores móveis Mini e Mobile

Renato Rodrigues, do IDG Now!
22 de março - 10h53 - Atualizada em 22 de março - 11h20
Browsers da empresa norueguesa rodam em feature phones e smartphones; versão 11 do Mobile agora é compatível com HTML5.

A Opera Software anunciou nesta terça (22) o lançamento de duas novas versões de seus navegadores móveis, o Opera Mini e o Mobile. Somados, esses browsers colocam a empresa como líder desse segmento.

Atualmente, o Opera Mini tem 90,3 milhões de usuários, e o Mobile, pouco mais de 15 milhões, diz a empresa.

O Mini, agora na versão 6, é voltado para telefones mais simples (os chamados feature phones), enquanto o Mobile, agora 11, conta com mais recursos e navegação Full HTML, é para smartphones. 

Nos EUA, o telefone com maior percentual de instalação do Opera é o iPhone, porque ele tem um desempenho melhor que o próprio Safari quando a conexão está ruim, diz Nuno Sitima, VP Senior de desenvolvimento de negócios da Opera.

No Brasil, o grande impulso para a empresa foi o fato de a TIM ter escolhido o Mini como o navegador recomendado no plano de navegação por 50 centavos por dia. Além disso, ele também está vindo de fábrica em alguns telefones da operadora.

Nesta terça, a empresa também anunciou um acordo com a Nextel, para que o Mini venha no Motorola i886.

Em fevereiro, 1,6 milhão de usuários usaram navegadores Opera para navegar na web via celular, um aumento de 183% em relação a setembro de 2010. Os sites mais acessados, por ordem, são o Google, Orkut e Live.com, YouTube e Globo.com. Entre os celulares, os cinco primeiros são o SonyEricsson W800 e os Nokia 5130, C3, 220s e 7020.

Lançamentos
Visualmente, ambos os browsers são iguais. O Mini 6 tem versões para Java, Android, Symbian e BlackBerry. O Mobile 11, para Android e Symbian. Segundo Sitima, a renderização das páginas é a mesma, mas o 11 traz mais recursos e permite plugins.

Segundo o executivo, o Mini 6 comprime os dados da página em até 90%, e funciona em praticamente qualquer celular (Java). Seu uso é recomendao para regiões sem cobertura 3G e quando o pagamento é feito por MB. Ele usa os servidores da Opera (há quatro parques no mundo) para fazer a navegação, pois são eles que fazem a compressão.

Já o Mobile 11 é voltado para smartphones. Compatível com padrões Ajax, TML5 e Flash, ele não faz compressão de dados por padrão (o recurso pode ser ativado, e promete até 70% de compressão), sendo recomendado para redes 3G e Wi-Fi. Ele está disponível também para Windows 7, Maemo e até Meego.

As novas versões agora também permitem o zoom por gestos (pinch to zoom), o compartilhamento de páginas via redes sociais e a sincronização dos favoritos entre eles e com a versão desktop, graças a um recurso chamado Opera Link.

Sediada em Oslo (noruega), a Opera tem mais de 170 milhões de usuários, dos quais 100 milhões são móveis, 60 milhões em PCs e 10 milhões em dispositivos como TVs, set-top boxes e leitores de Blu-ray.

No Brasil, a empresa também tentará aumentar sua participação nos desktops, mas o foco será nas operadoras que oferecem planos 3G -- a ideia é que o navegador venha embarcado nos modems.

"O navegador móvel é onde temos a maior vantagem competitiva, mas os investimentos são iguais em ambos", diz Sitima. "No entanto, reconhecemos que o mercado desktop é muito mais complicado. No cenário móvel, uma empresa de nosso tamanho tem muito mais condições de ser bem sucedida", afirma.

A empresa tem três fontes de renda: versões customizadas para fabricantes de hardware. No desktop, acordos com motores de busca como Amazon. No mobile, publicidade, motores de busca e operadoras.