Guerra dos buscadores: Executivo da MS diz que Google tem medo do Bing

Redação do IDG Now!
04 de fevereiro - 08h00 - Atualizada em 15 de março - 14h24
Para VP do Bing, Yusuf Mehdi, buscador da Microsoft lançou recursos notáveis meses atrás e, agora, rival os ataca.

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A troca de farpas entre os profissionais do Google e do Bing – mecanismo de pesquisa da Microsoft – continua. Agora foi a vez de Yusuf Mehdi, vice-presidente de serviços online da empresa, responder à gigante das buscas, defendendo-se das acusações e criticando-a por tê-las feito.

“Foi interessante observar os protestos e a indignação fingida da Google. É de se perguntar o que os levou a baixar as acusações a esse nível”, lê-se no blog oficial do Bing.

Tudo começou quando a companhia de Mountain View acusou a rival de copiar seus resultados de pesquisa. A suspeita já vinha de algum tempo e, para avalizá-la, os engenheiros do Google foram instruídos a realizar buscas por termos inéditos - para os quais nenhuma resposta era exibida - enquanto a empresa produzia páginas que atendessem apenas àquelas palavras. Ao verificarem que mesmo esses resultados estavam sendo duplicados no Bing, revelaram a arapuca que haviam armado.

“Antes de explorarmos isso (a indignação da Google), deixe-me esclarecer algumas coisas de uma vez por todas: Nós não copiamos resultados de nossos competidores. Ponto final. Temos algumas das melhores mentes do mundo trabalhando na qualidade e na relevância das pesquisas, e é ofensivo um concorrente acusar qualquer uma dessas pessoas de tal prática”.

A seguir, o executivo tratou de igualar a estratégia de seu rival com a de spammer, que enganam usuários e distorcem pesquisas.

“A Google preparou uma armadilha (“honeypot”) para ludibriar o Bing. Em poucas palavras, seu “experimento” foi montado para manipular nossos resultados, a partir de um ataque conhecido como “click falso”. Sim, é verdade; é o mesmo ataque usado por spammers”, comparou. “O que toda essa fraude prova? Nada que a indústria já não saiba”.

Mehdi se refere ao que os mecanismos de pesquisa costumam fazer para aprimorar seus algoritmos, ou seja, “monitorar dados de cliques anônimos”. “Nós aprendemos mais à medida que nossos clientes navegam na web; uma prática comum que ajuda na melhora de uma ampla gama de serviços online. Fomos claros quanto a isso há dois anos”, complementa.

Por fim, o vice-presidente sugeriu quais seriam as verdadeiras motivações da denúncia da Google, não sem antes destacar que alguns dos recursos lançados pelo Bing foram copiados pela mesma empresa que os acusa agora – “mas estamos satisfeitos por ajudar a indústria a adotar algumas boas ideias”, afirmou.

“Temos aumentado, de maneira tranquila e estável, nossa relevância no mercado de pesquisas. Em outubro de 2010, liberamos uma série de grandes, e notáveis, recursos. Tão grandes e notáveis que ouvimos que a Google começou a se preocupar. Pouco tempo depois, esse ataque é armado. Seria pura coincidência?”.

“Claramente, essa é uma pergunta que continuará aquecendo os debates enquanto o mercado de buscas existir. Aqui, no Bing, manteremos o foco em nossos consumidores, tentando oferecer grandes inovações não só a eles, mas também à própria indústria”, finalizou Mehdi.