No ar: Diaspora, a rede social open source que desafia o Facebook
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A Diaspora, a tão aguardada rede social baseada em código aberto, abriu oficialmente suas portas na terça-feira (23/11) – pelo menos para um punhado de participantes convidados.
“A cada semana, convidaremos mais gente”, afirmaram os desenvolvedores por trás do projeto, em blog que anunciou a versão alfa do serviço. “Ao começar com pequenos passos, poderemos identificar rapidamente problemas de performance e entregar recursos o mais rapidamente possível.”
Tanta cautela pode ser necessária, dado o grau de frescor do código-fonte. Em setembro, quando a primeira versão do código foi tornada pública, especialistas criticaram quase que imediatamente o trabalho por trazer inúmeras falhas de segurança.
Por enquanto, o Facebook não precisa ficar preocupado com a nova concorrência. Mas o serviço é um de vários que tentam se apoiar em projetos open source para entregar software e serviços de rede social.
A lista desses serviços inclui o Identica, um serviço de mensagens semelhante ao Twitter construído em software open source, e o GNU Social, da Free Software Foundation.
Dinheiro de investidores
A ideia da rede Diaspora surgiu de quatro estudantes da
Universidade de Nova York, no começo deste ano. Rapidamente eles obtiveram 200
mil dólares de investidores para começar o projeto.
Em entrevistas, eles têm afirmado que seu objetivo coletivo foi desenvolver o software open source para redes sociais como uma alternativa a produtos comerciais como o Facebook e o LinkedIn.
“Quando você cede seus dados, você os está cedendo para sempre”, disse o codesenvolvedor Max Salzberg, em uma entrevista ao jornal The New York Times. “O valor [que sites como o Facebook] nos dá é insignificante em comparação ao que eles estão fazendo, e o que estamos dando é toda nossa privacidade.”
Com a Diaspora, os estudantes pretendem dar aos participantes o poder de reter a propriedade de todo o material que usam no site, e também controlar totalmente como suas informações são compartilhadas.
O site também permitirá aos usuários dividir suas conexões em grupos particulares, chamados Aspects, e controlar quais grupos podem ver quais conteúdos.


