Para Microsoft, Google Instant é desvio conceitual na direção errada
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Um alto executivo da Microsoft revelou considerar o novo recurso Google Instant, do site de buscas da Google, como um desvio conceitual na direção errada – o recurso faz com que os resultados da pesquisa sejam exibidos no mesmo instante que o usuário digita seus termos de busca.
Yusuf Mehdi – que, como vice-presidente sênior dos negócios de audiência online, supervisiona o serviço de busca Bing –, disse que o Google Instant é tecnologicamente “impressionante” mas perde o ponto do que os motores de busca deveriam fazer.
Em sua visão, o Google Instant aumenta o número de resultados entregues ao usuário, em vez de ajudá-lo a refinar a informação de que precisa para executar sua tarefa, disse durante a conferência Disrupt, do TechCrunch, nesta quarta-feira (29/9).
“As duas empresas têm foco na noção de melhorar o desempenho das buscas. O que nos difere é que, para nós, trata-se de melhorar o desempenho para executar tarefas. É sobre cumprir objetivos, não sobre obter mais resultados”, disse Mehdi, que respondeu às perguntas do coeditor do TechCrunch, Erick Schonfeld, e da audiência. A conferência está sendo transmitida pela web.
Processo acelerado
Anunciado no começo deste mês, o Google Instant tem como
finalidade acelerar o processo pelo qual as pessoas compõem termos de busca e
escolhem resultados e anúncios para clicar.
A Google descreve o Instant como “busque antes de digitar” porque ele tenta prever o que as pessoas querem encontrar por meio da combinação de sugestões de pesquisa com a atualização em tempo real do conjunto de resultados e de anúncios.
Mehdi afirmou que a Microsoft decidiu concentrar esforços para auxiliar os usuários por meio de inovações visuais na interface do serviço e por responder às pesquisas, tanto quanto possível, com os dados e a informação desejada diretamente na página de resultados.
A Google não respondeu imediatamente a uma solicitação de entrevista.
Bing com página nova
Mehdi também mostrou a próxima página inicial do Bing,
exibida com o mais novo navegador da empresa, o IE9. Ele exibia um vídeo em
tela cheia, transmitido por streaming, de baleias nadando no oceano – algo que
se tornou possível graças ao uso, pelo browser, do HTML5 e de outras novas
tecnologias.
O executivo também demonstrou a possibilidade de ampliar profundamente uma imagem de fundo do Bing, que mostrava o Monte Rushmore.
Não está claro porque a Microsoft iria querer engajar usuários com vídeos streaming ou a possibilidade de dar zoom em uma foto de fundo, já que considera a velocidade nas buscas como o ponto mais importante.
No entanto, a Microsoft não é a única a apostar nesse tipo de recurso. Recentemente, a Google também demonstrou sua habilidade com HTML5 ao oferecer um game Pac-Man que podia ser jogado a partir de sua página inicial.


