Para Microsoft, Google Instant é desvio conceitual na direção errada

IDG News Service/Miami
29 de setembro - 16h34 - Atualizada em 29 de setembro - 17h07
Em conferência, vice-presidente sênior que supervisiona o Bing diz que recurso aumenta o número de resultados em vez de ajudar a refiná-los.

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Um alto executivo da Microsoft revelou considerar o novo recurso Google Instant, do site de buscas da Google, como um desvio conceitual na direção errada – o recurso faz com que os resultados da pesquisa sejam exibidos no mesmo instante que o usuário digita seus termos de busca.

Yusuf Mehdi – que, como vice-presidente sênior dos negócios de audiência online, supervisiona o serviço de busca Bing –, disse que o Google Instant é tecnologicamente “impressionante” mas perde o ponto do que os motores de busca deveriam fazer.

Em sua visão, o Google Instant aumenta o número de resultados entregues ao usuário, em vez de ajudá-lo a refinar a informação de que precisa para executar sua tarefa, disse durante a conferência Disrupt, do TechCrunch, nesta quarta-feira (29/9).

“As duas empresas têm foco na noção de melhorar o desempenho das buscas. O que nos difere é que, para nós, trata-se de melhorar o desempenho para executar tarefas. É sobre cumprir objetivos, não sobre obter mais resultados”, disse Mehdi, que respondeu às perguntas do coeditor do TechCrunch, Erick Schonfeld, e da audiência. A conferência está sendo transmitida pela web.

Processo acelerado
Anunciado no começo deste mês, o Google Instant tem como finalidade acelerar o processo pelo qual as pessoas compõem termos de busca e escolhem resultados e anúncios para clicar.

A Google descreve o Instant como “busque antes de digitar” porque ele tenta prever o que as pessoas querem encontrar por meio da combinação de sugestões de pesquisa com a atualização em tempo real do conjunto de resultados e de anúncios.

Mehdi afirmou que a Microsoft decidiu concentrar esforços para auxiliar os usuários por meio de inovações visuais na interface do serviço e por responder às pesquisas, tanto quanto possível, com os dados e a informação desejada diretamente na página de resultados.

A Google não respondeu imediatamente a uma solicitação de entrevista.

Bing com página nova
Mehdi também mostrou a próxima página inicial do Bing, exibida com o mais novo navegador da empresa, o IE9. Ele exibia um vídeo em tela cheia, transmitido por streaming, de baleias nadando no oceano – algo que se tornou possível graças ao uso, pelo browser, do HTML5 e de outras novas tecnologias.

O executivo também demonstrou a possibilidade de ampliar profundamente uma imagem de fundo do Bing, que mostrava o Monte Rushmore.

Não está claro porque a Microsoft iria querer engajar usuários com vídeos streaming ou a possibilidade de dar zoom em uma foto de fundo, já que considera a velocidade nas buscas como o ponto mais importante.

No entanto, a Microsoft não é a única a apostar nesse tipo de recurso. Recentemente, a Google também demonstrou sua habilidade com HTML5 ao oferecer um game Pac-Man que podia ser jogado a partir de sua página inicial.

(Juan Carlos Perez)