Homem que aplicava 'golpe da Nigéria' é condenado a 12 anos de prisão nos EUA

IDG News Service/San Francisco
03 de setembro - 15h58 - Atualizada em 15 de março - 13h34
Okpako Diamreyan passava-se até por príncipe para convencer pessoas a ajudá-lo a transferir fortunas para os EUA; golpes renderam US$ 1,3 milhão.

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Um nigeriano foi sentenciado a 12 anos de prisão por enviar e-mails fraudulentos que ofereciam às vítimas grandes somas em dinheiro em troca de transferências de dinheiro para os Estados Unidos.

Okpako Mike Diamreyan, de 31 anos, foi sentenciado nesta sexta (3/9) a 151 meses de prisão pela juíza distrital Janet Hall, de Bridgeport, Connecticut (EUA).

Diamreyan arrecadou mais de 1,3 milhão de dólares em golpes que enganaram 67 vítimas entre 2004 e 2009, afirmaram representantes do governo. Este tipo de fraude, conhecido como o golpe da taxa antecipada, esteve em primeiro lugar em 2009 na lista de fraudes da Internet organizada pelo FBI, polícia federal americana. No ano passado, o golpe da taxa antecipada respondeu por aproximadamente 17% das fraudes da Internet registradas pelo FBI.

Diamreyan fingia ser várias pessoas – Príncipe Nana Kamokai, de Serra Leoa, ou um diretor de aeroporto de Gana, por exemplo. Ele dizia que precisava transferir 11,5 milhões de dólares e 23,4 milhões de dólares para fora de seu país e oferecia às pessoas 20% desses valores, caso tivesse ajuda.

Depois de usar documentos falsos para convencer as vítimas de que era legítimo, Diamreyan levava as pessoas a transferir várias quantias em dinheiro a título de taxas como “taxas de código PIN” ou serviços de entrega, com a promessa de que assim receberiam o dinheiro. Mais taxas iam surgindo, ao passo que o dinheiro prometido nunca chegava.

O golpe deixou “muitas pessoas e suas famílias em ruína financeira”, afirmou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em declaração.

Diamreyan imigrou para os Estados Unidos em 2008 e teria declarado a um conhecido que queria fazer 1 milhão ou mais antes de voltar à sua casa na Nigéria. Segundo os promotores do caso, ele teria dito que “eu quero esquecer a América e voltar para casa... Assim que conseguir algo como 1 milhão”.

Ele foi preso em agosto de 2009 e foi considerado culpado por um tribunal de júri em fevereiro.

(Robert McMillan)