Parceria entre ClickOn e Brandsclub cria 'curto-circuito' nas compras coletivas
Conhecidos pela oferta de serviços com descontos que chegam a 90%, os sites de compra coletiva começam a apostar num curioso casamento com sites do tipo 'outlet', especializados na venda de itens de moda. Numa promoção válida apenas para esta quinta-feira (2/9), o site ClickOn oferece, por 20 reais, um cupom de 50 reais para uso no clube de compras Brands Club.
“Vimos que a experiência tem dado certo lá fora, seja na Europa ou nos EUA”, conta o presidente do ClickOn, Marcelo Macedo. “Há alguns dias o GroupOn (site líder do setor nos EUA) ofertou cupons para compras na rede de lojas Gap, de 50 dólares por 25 dólares. Foi um sucesso”, considera.
A promoção da ClickOn também é uma forma de obter acesso ao site de compras Brands Club, que tradicionalmente se restringe a convidados. Macedo explica que os clientes do ClickOn que não tiverem senha do Brands Club poderão efetuar seu cadastro no site restrito para aproveitar o cupom.
Os sites de compras coletivas viraram febre no Brasil a partir de março, quando uma onda de serviços entrou em operação. Com nomes como Peixe Urbano, CityBest, Oferta Única, Oferta X, Coletivar e Clube Urbano, esses sites publicam geralmente ofertas de serviços de gastronomia e bem estar, como jantares, massagens e cortes de cabelo, com descontos que podem chegar a 90%.
Mas a oferta anunciada por esses sites só se torna ativa depois que um número mínimo de pessoas se compromete a realizar a compra - daí a origem do termo 'compra coletiva'.
Os clubes de compras, por sua vez, especializaram-se em oferecer itens de moda, como roupas, calçados, relógios e acessórios, também com grandes descontos. O acesso às lojas, no entanto, costuma ser distribuído apenas entre convidados ou, em alguns casos, mediante participação em promoções como a do ClickOn.
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Crescimento assustador
O ClickOn estreou em 10 de maio e, desde então, conquistou mais
de 600 mil consumidores. “Temos experimentado um crescimento que, para nossos
padrões, chega a ser assustador”, admite Macedo. Os serviços de gastronomia e
bem estar responde por 75% das ofertas, mas há apostas diferenciadas em
entretenimento, com cupons para corridas de kart, boliche, teatro e cinema.
Atualmente o serviço atende a 11 cidades – São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Vitória, Joinville e a região do ABCD paulista. Outras, porém, estão por vir: o site tem cadastro aberto para 25 cidades e regiões.
Macedo diz que tem aprendido bastante nesses três meses e meio de operação, mas ainda há algumas dúvidas. “No que diz respeito ao modelo de negócio dos sites de compras, há algumas perguntas não respondidas. Por exemplo, qual é o tamanho mínimo que uma cidade deve ter para suportar este modelo?”, questiona.
Ele cita como exemplo os EUA, onde serviços desse tipo estão presentes nas 80 maiores cidades. “Ocorre que a 80.ª maior cidade americana equivale, em muitos aspectos, à nossa 25.ª”, diz. No caso do ClickOn, mais que cidades, Macedo já pensa em regiões – caso das cidades que compõem a região de Campinas e o Triângulo Mineiro, por exemplo.
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Raio X do setor
Em meio a um mercado que ferve, a empresa procura acompanhar
de perto a concorrência. A ClickOn chegou a destacar um profissional apenas
para medir o desempenho do setor. “Ninguém sabe quanto fatura um restaurante do
McDonald’s, mas qualquer um pode saber quantas ofertas vendi, basta acompanhar
o site”, compara Macedo.
Como isso é válido também para a concorrência, a ClickOn conseguiu fazer um levantamento desse mercado. Até o fim de 2010, o segmento deve chegar a 8 milhões de usuários – na terça-feira (31/8), o site Peixe Urbano anunciou ter atingido a marca de 1 milhão.
Pelos dados da ClickOn, a empresa briga pelo segundo lugar no ranking do setor. “Seguramente estamos entre os três primeiros, e os números mostram que nenhum desses três vai morrer”, detalha o presidente.
Pelo que indicam os números do site, ainda há muito a crescer. O faturamento do setor, que foi de 1 milhão de reais em junho, fechou agosto com 6 milhões de reais. Em 2011, a projeção é que o setor fature de 30 milhões a 50 milhões. “E esta é uma projeção conservadora. Não me surpreenderia se o mercado atingisse o dobro disso no ano que vem”, pondera Macedo.