Google rebate "mitos" sobre sua proposta de regulamentação da Internet

Redação do IDG Now!
12 de agosto - 18h31 - Atualizada em 15 de março - 12h26
Em blog corporativo, empresa responde às críticas e recomenda que interessados encaminhem queixas e sugestões diretamente ao Congresso dos EUA.

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A Google respondeu nesta quinta-feira (12/8), em seu blog corporativo, às críticas sobre sua proposta, lançada em conjunto com a operadora americana Verizon, de regulamentação da Internet. A mensagem rebate o que a empresa diz ser “mitos” sobre suas intenções com a proposta, que tem levantado diversas questões sobre neutralidade da rede e o próprio futuro da Internet.

“Não esperamos que todos concordem com todos os aspectos de nossa proposta, mas tem havido diversas imprecisões sobre ela, e queremos separar os fatos da ficção”, escreveu o conselheiro da Google Richard Whitt, que trabalha em Washington DC, capital dos Estados Unidos, em assuntos ligados a mídia e telecomunicações.

Ao todo são seis “mitos”, que englobam desde o suposto abandono da ideia de neutralidade de rede pela empresa até interesses comerciais entre a Google e a Verizon em torno do sistema Android. “Estamos simplesmente tentando oferecer uma proposta para ajudar a resolver um debate que tem permanecido estagnado por cinco anos”, justifica-se Whitt.

Seguem abaixo as descrições dos "mitos" identificados pela Google e as contestações apresentadas.

Mito 1: A Google se vendeu em relação à neutralidade da rede. A empresa nega e lembra seu histórico de maior defensora da questão de neutralidade da rede. “Nenhuma empresa tem trabalhado tão incansavelmente por uma Internet aberta”, escreveu Whitt.

Mito 2: A proposta é um retrocesso para a Internet aberta. Pelo contrário, afirma a Google: a proposta daria à FCC pela primeira vez a capacidade de preservar a Internet aberta por meio de regras aplicáveis aos provedores de banda larga. Mas reconhece que a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), agência reguladora das comunicações nos EUA, seria proibida de impor regulamentações à Internet em si.

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Mito 3: A proposta eliminaria a neutralidade de rede do acesso sem fio. A empresa deseja, sim, que esse mercado permaneça livre de regulamentação por enquanto. Mas apoia sua posição na atual dinâmica do mercado sem fio, ocupado por mais concorrentes que o mercado de Internet fixa; a natureza do acesso sem fio, que exige o uso racional das ondas de rádio; e a evolução das tecnologias, como a 4G.

Mito 4: Canibalização da Internet pública. O documento da Google-Verizon prevê a oferta de serviços online que não fariam parte da Internet – caso de acessos bancários seguros ou de canais de games, por exemplo. A Google evita afirmar que tal canibalização poderia ocorrer e explica que o desafio será equilibrar os serviços não-Internet com os da Internet. Para isso, acredita no papel de monitoração da FCC e nos padrões de proteção ao consumidor existentes.

Mito 5: A Google trabalha com a Verizon por causa do Android. A empresa afirma que a proposta é política e não comercial. Ela confirma que tem um relacionamento comercial próximo com a operadora, porém rechaça a insinuação de que a proposta tenha ligação com o Android.

Mito 6: Duas corporações legislam sobre o futuro da Internet. A Google afirma simplesmente que a proposta consiste num arcabouço legislativo que deve ser analisado pelo Congresso dos Estados Unidos. “Não somos tão presunçosos para pensar que quaisquer duas empresas poderiam – ou deveriam – decidir sobre o futuro dessa questão”, escreveu o conselheiro da Google.

“Cabe ao Congresso, à FCC, a outros políticos e ao público americano conduzir o debate a partir daqui. Seja você contra ou a favor da proposta, nós sugerimos que você envie suas opiniões diretamente aos senadores e deputados de Washington”, finalizou Whitt.