Justiça russa pede que provedor bloqueie o YouTube no país

Redação do IDG Now!
29 de julho - 16h01 - Atualizada em 15 de março - 12h07
A decisão também inclui o site Internet Archive e três bibliotecas online, acusadas de hospedar textos de Adolf Hitler.

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Uma corte em Komsomolsk-on-Amur, na Rússia, exigiu que o provedor Rosnet, um dos maiores do país, bloqueie o acesso ao YouTube, acusando o site de vídeos de oferecer conteúdo com ideologia extremista, com base no vídeo intitulado "Rússia para os russos".

A decisão também pede que o provedor bloqueie o acesso de seus usuários ao site Web.archive.org e a três bibliotecas online, Lib.rus.ec, Thelib.ru e Zhurnal.ru, todas acusadas de hospedar o livro "Mein Kampf" de Adolf Hitler.

A porta voz da Google no país,  Alla Zabrovskaya, disse que a decisão "viola a liberdade de expressão, garantida pelo Artigo 29 da Constituição da Rússia". Ela também disse que um vídeo pode ser removido com um simples pedido ao moderador.

Desta forma, as autoridades russas entram em uma longa lista de governos que, mesmo parcialmente, já bloquearam o YouTube em algum momento, entre eles: China, Brasil, Indonésia, Irã, Marrocos, Paquistão, Tunísia, Turquia, Arábia Saudita, Síria, Tailândia e Emirados Árabes Unidos, além do Reino Unido e Estados Unidos.

A ação foi criticada por blogueiros e especialistas de internet do país, e, ironicamente, também atinge vídeos do presidente Dmitry Medvedev, que vinha usando o YouTube para se comunicar com os internautas russos.