Países emergentes aceitam pagar por conteúdo online, aponta pesquisa

Redação do IDG Now!
28 de julho - 16h45 - Atualizada em 28 de julho - 16h48
Estudo global da KPMG mostra que só quatro em cada dez usuários do Bric não pagariam por conteúdo; nos países do G7, proporção é de oito em dez.

Os países do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) têm mais propensão a pagar por conteúdo online que os do G7, grupo dos países mais ricos do mundo, segundo pesquisa global realizada pela empresa de consultoria e auditoria KPMG.

De acordo com o relatório “Consumers and Convergence IV”, divulgado na quinta-feira (22/7), 43% dos entrevistados nos países do Bric disseram que não pagariam por acesso ao conteúdo de sites; entre os países do G7, esse porcentual foi de 78%.

Perguntados sobre se estariam dispostos a pagar por acesso ao conteúdo de todo um site, 22% dos entrevistados do Bric disseram sim, o que representa uma aceitação muito maior que a demonstrada pelos entrevistados do G7 (8%).

Os consumidores do Bric também demonstraram estar mais abertos à recepção de publicidade em troca de conteúdo gratuito ou mais barato, tanto online (61%, ante 49% do G7) como em dispositivos móveis (50%, ante 30% do G7).

Serviços x publicidade
Em relação aos serviços que seriam mais aceitos caso fossem combinados com publicidade móvel, os entrevistados do Bric apontaram serviços básicos, como texto, voz e dados (78%); entretenimento, como jogos e música (70%); serviços de informação, como mapas e guias (66%) e aplicações de negócio, como agendas (43%).

Mas os consumidores do Bric mostraram-se mais preocupados com segurança e privacidade que seus pares do G7. Enquanto 46% dos entrevistados do G7 disseram estar “muito preocupados” com segurança móvel e 42% afirmaram estar “muito preocupados” com privacidade, entre os consumidores do Bric esses porcentuais foram de 81% e 71%, respectivamente. No Brasil, o índice dos que disseram se preocupar com segurança online superou 90%.

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A pesquisa também buscou identificar os “compartilhadores de informação” – pessoas que aceitam negociar suas informações pessoais em troca de benefícios, como o acesso gratuito a conteúdo.

Os “compartilhadores de informação” não se importam em ver anúncios no celular, nem no PC, e aceitariam receber anúncios em troca de serviços ou conteúdo gratuito (82% deles, em comparação com 56% da amostra global).

Além disso, 72% dos brasileiros concordariam com serviços de rastreamento online por dispositivos móveis, índice superado apenas pelos húngaros (80%). Os mais conservadores em relação ao recurso foram os poloneses (30%), holandeses (37%) e canadenses (42%).

A pesquisa da KPMG ouviu 5.627 pessoas em 22 países – da América Latina, apenas o Brasil foi incluído. Todos os entrevistados possuíam um celular ou PDA próprio. Os dados foram ponderados com base em estimativas da base de assinantes de celular de cada país pesquisado, informa a empresa.