Paquistão bloqueia mais 17 sites sob a acusação de conteúdo ofensivo

IDG News Service
28 de junho - 14h05 - Atualizada em 15 de março - 14h15
Outras sete páginas serão monitoradas regularmente: Yahoo, Google, YouTube, Amazon, MSN, Hotmail e Bing, de acordo com jornais do país.

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Depois de banir, temporariamente, o Facebook e o Twitter, o governo do Paquistão emitiu na última sexta-feira (25/6), uma ordem de bloqueio para 17 sites e informou que está monitorando, de perto, outros sete, sob a acusação de conteúdo ofensivo, informou Khurram A. Mehran, porta-voz da companhia reguladora de telecomunicações do país, a Pakistan Telecommunications Authority (PTA).

A PTA encaminhou o pedido para suas operadoras licenciadas, logo depois de receber a instrução, enviada diretamente pelo Ministério de Tecnologia da Informação do país, disse Mehran.

Os sete que estão sendo monitorados são: Yahoo, Google, YouTube, Amazon, MSN, Hotmail e Bing, de acordo com jornais do Paquistão. Ainda não foi divulgado como a PTA pretende monitorar todos estes sites, e todo o conteúdo online.

O Paquistão, recentemente, reforçou o monitoramento e bloqueio de conteúdos na web considerados ofensivos ao Islã.

Por exemplo, em maio último, o Facebook foi bloqueado, por ordem do tribunal de Lahore, depois que os advogados apresentaram uma petição para contestar uma página na rede social chamada de  "Everybody Draw Mohammed Day!", que convidava os usuários a desenharem charges do Profeta Maomé. As representação do profeta são proibidas em algumas tradições muçulmanas. 

O YouTube também foi bloqueado, um dia depois, por conteúdo considerado "sacrilégio".

O bloqueio ao Facebook foi removido depois que a companhia concordou em evitar que as páginas fossem visualizadas no Paquistão, assim como ao YouTube, apesar da PTA continuar a bloquear algumas páginas consideradas ofensivas.

Em maio, outros 450 links foram bloqueados.

(John Ribeiro)