Maioria das empresas não tem uma política de rede social, diz pesquisa
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A maioria das organizações não tem uma política de rede social, apesar dos funcionários acessarem, irrestritamente, sites populares, de acordo com uma pesquisa realizada pela Symantec, no início de junho.
Dos 336 entrevistados, 50% disseram acessar Facebook ou YouTube, pelo menos uma vez por dia, e 16% informaram que acessam os sites de três a cinco vezes por dia. Mais da metade destes acessos são por razões comerciais, de acordo com a pesquisa. Outros 46% confirmaram que acessam os sites por motivos pessoais.
"O mais interessante é o elevado nível de preocupação dos CISOs e CIOs sobre as redes sociais, e, ainda assim, só alguns deles têm realmente implementado políticas, procedimentos ou qualquer tipo de bloqueio", disse o diretor responsável de segurança da Symantec, Kevin Haley.
"De todos os pesquisados, apenas 5% indicaram um bloqueio completo de sites nos locais de trabalho, uma solução que não é realmente viável em um ambiente empresarial de hoje", disse ele. Entre as organizações entrevistadas, 42% disseram que não bloqueiam o acesso dos funcionários, e que não têm uma política de mídia social em uso.
Para Haley, a maioria das empresas precisará permitir o acesso dos funcionários às redes sociais, tanto por motivos de negócios como também porque os trabalhadores já começaram a demandar isso. De fato, 32% dos pesquisados indicaram que o bloqueio às redes sociais durante o horário de trabalho influenciaria na decisão de trabalhar ou não para uma empresa.
Um outro relatório, divulgado no mês passado pela Clearswift, descobriu que o acesso ilimitado à Internet é, para muitos jovens trabalhadores de hoje, mais importante do que o salário.
"Para as empresas, o primeiro passo é ter uma política. As pessoas precisam avaliar os riscos, estabelecer uma política e educar os usuários sobre a razão destas políticas", finalizou Haley.


