Coreia do Norte registra, na surdina, mais endereços web
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A Coreia do Norte pode ter realizado um passo para aumentar o acesso a internet no país.
Nos últimos meses, um bloco de 1024 endereços de Internet, reservados por muitos anos, mas nunca utilizados, foram registrados por uma empresa ligada ao governo de Pyongyang.
No entanto, ainda não foi definido se isso significará liberdade de informação aos cidadãos ou se eles terão uso em serviços militares ou governamentais. Especialistas disseram ser impossível afirmar como os domínios serão empregados.
Para o professor de estudos coreanos da Universidade de Sydney, Leonid Petrov, não existe lugar para a internet na Coreia contemporânea. "Se o povo pudesse acessar livremente à web, eles saberiam das verdades escondidas nas últimas seis décadas", declarou Petrov.
Os endereços da Coreia do Norte foram recentemente colocados sob o controle da Star Joint Venture, que é parcialmente controlada pela tailandesa Thailand Loxley Pacific. A empresa tem experiência de trabalho com a Coreia do Norte em projetos de alta tecnologia, além de ter construído a primeira rede de telefonia da Coreia do Norte, a SunNet, em 2002.
A Loxley confirmou que está trabalhando em um projeto com Pyongyang, mas um gerente da empresa, Sahayod Chiradejsakulwong, não comentou sobre os planos.
"Esta é uma parte de nosso negócio que nós não queremos informar neste momento", disse Chiradejsakulwong.
O acesso à internet no país é basicamente limitado à elite da sociedade. Estimativas sugerem que os usuários de internet não ultrapassem algumas poucas milhares de pessoas.
Atualmente o país conta com servidores de outros países para disseminar informação. O site da Agência de Notícias Central da Coreia, porta-voz oficial, pertence a um um servidor no Japão, enquanto Uriminzokkiri, o mais próximo de um site oficial, funciona a partir de um servidor na China.


