Google e Bing: a quem agradar quando se quer que um site seja encontrado?
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A dominância da Google no mercado de buscas motivou grande parte dos profissionais de otimização de sites e de links patrocinados a formatar as estratégias de SEO (otimização de sites para buscadores) com vistas a ranquear bem em resultados de busca orgânica, e com base em volume de pesquisa por determinados termos cadastrados em sites como o Trends, também de propriedade da Google.
Na iminência da integração entre os serviços de pesquisa Bing e Yahoo!, essa realidade pode mudar. Pelo menos é o que deram a entender vários especialistas durante o Search Marketing Expo, evento que terminou na quarta-feira (9/6). Nele reuniram-se especialistas em fazer do ambiente de buscas o lugar em que se impulsionam os negócios de anunciantes.
O editor do Search Engine Blog e expert em busca Danny Sullivan alerta que a participação do Bing em volume de pesquisas na web deve chegar aos 30% em pouco tempo. A presidente e CEO do grupo SearchMojo, Janet Discroll Miller, deixou claro, enquanto discursava na segunda-feira (7/6), que “não adianta espernear. Daqui para frente viveremos em um mundo de dois players no mercado de busca, o Google e o Bing. É melhor os profissionais de SEO se acostumarem com essa realidade”.
Miller destacou que existem semelhanças entre os dois sistemas de busca, mas que o Bing trouxe novas oportunidades para o mercado de marketing de busca.
Flash indexável
Uma das dicas de Miller para os programadores de sites é criar conteúdo indexável para páginas desenvolvidas em Flash. Caso contrário, esses endereços serão ignorado pelos mecanismos de busca.
O Bing apresenta alguns avanços em sua maneira de mostrar os resultados. Um deles é a exibição de um preview do conteúdo da página ao posicionar o ponteiro do mouse sobre o link. Em um artigo publicado na segunda-feira (7/6), o executivo do Live Search (antecessor do Bing), Stefan Weitz, destacou o poder que o Bing supostamente tem em interpretar o sentido do que o internauta busca.
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Mas o que acabou de ser descrito - a pré-visualização das páginas - conta outra história. Não há nada de semântico nesse modo de proceder. A única vantagem é a exibição de mais informações sobre os links apresentados nessas janelas.
Os webmasters terão a oportunidade de controlar parte das informações exibidas nesse recurso e de, caso queiram, desativar sua exibição com base na inserção de uma metatag específica. Se mostrar os popups é bom ou não, só o tempo poderá dizer.
Faz sentido pensar que o indexador do mecanismo de busca, na perseguição por resultados mais relevantes, terá de confrontar o que é exibido nesse popup - meio snippet, meio resumo da página – com o conteúdo de fato abrigado no endereço. Do contrário, esse recurso poderá ter sua finalidade subvertida, ao atrair visitantes para sites que prometem uma coisa ao passo em que entregam outra.
Tag manda
De acordo com as informações de Miller, o conteúdo exibido nesses previews serão os elementos HTML que estiverem dentro da tag H1 e têm texto diferente do título da página – uma opção para os programadores explorarem a diversidade de palavras-chave.
H1 é uma tag pertencente ao grupo dos headers (cabeçalhos) e vai de H1 até H6 (em ordem de valor hierárquico decrescente); a aplicação orientada para os buscadores reza a inclusão do texto mais importante da página nessa chave, de maneira a enfatizar para o mecanismo de busca o que é abordado na URL.
A janela também irá expor o primeiro parágrafo da URL e informações de contato, tais como endereços e telefones que estejam na página. De acordo com a especialista, o Bing é “realmente bom” quando se trata de interpretar informações dessa natureza.
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Se o endereço virtual indexado e apresentado no resultado da busca no Bing conter vídeos, o internauta poderá visualizar o filme no thumbnail da página com a lista de links relacionados à busca.
Redes sociais
O buscador da Microsoft também dá um passo importante em direção à integração com as redes sociais. Há determinados resultados possíveis de (com)partilhar com o Facebook, Twitter ou encaminhar para contatos via email. Em uma busca pelo termo “polar bear” (urso polar) encontramos imagens que oferecem a opção de integração com as redes sociais, mas somente no Bing em inglês.
Ao clicar nas imagens apresentadas, o Bing se comporta de maneira semelhante ao Google e mostra o conteúdo da página que hospeda a imagem em um frame. Consequentemente, a visualização da imagem não gera tráfego para o domínio, diminuindo a relevância do acesso para aqueles que buscam maior número de visitas ao site.
De qualquer maneira, vale pensar no tráfego gerado pela partilha dos arquivos nas redes sociais.
O que vai definir a necessidade de haver otimização específica para o Bing serão os números de acessos que a integração com o Yahoo! vai gerar. Por enquanto, o papel do buscador da Microsoft na geração de acessos é desprezível.
Como sempre, quando indagados acerca de maneiras de tornar o site mais visível em buscas virtuais, os executivos das empresas proprietárias dos search engines vêm com o discurso pronto e falam sobre relevância e qualidade de conteúdo.


