Serviços do Google enfrentam problemas na China após confronto com censura local
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Alguns usuários do Google na China tiveram problemas técnicos ao tentarem acessar os mecanismos de busca da empresa nesta quarta-feira (24/3), apenas dois dias depois da empresa confrontar autoridades locais e acabar com a censura em seus serviços naquele país.
Por pelo menos uma hora, desde às 10 horas da manhã (horário local), diversos usuários chineses do serviço de buscas e dezenas de mensagens no Twitter relatavam a dificuldade em acessar resultados de busca tanto no Google.com quanto no Google.com.hk, a versão de Hong Kong da página do buscador. Para esses usuários, qualquer tentativa de pesquisa resultava em uma mensagem de erro.
Entretanto, outros usuários não tiveram problemas, e não houve bloqueio nacional a sites como YouTube e Twiter, como a China já fez. “O Google.com.hk não está sendo bloqueado no momento, apesar de alguns termos sensíveis parecerem que sim”, disse um representante do Google.
Os problemas com as páginas apareciam rapidamente. Além disso, outros usuários afirmam terem sido direcionados para a página de Hong Kong quando tentavam acessar o Google.com, tornando a página internacional do buscador inacessível. O redirecionamento continuou para alguns usuários ao longo da tarde.
O problema apareceu no mesmo dia que o jornal oficial do Partido Comunista Chinês acusou o Google de trabalhar com as forças de inteligência e segurança dos Estados Unidos, no mais recente sinal de irritação do governo chinês contra a empresa norte-americana.
Desde a última segunda-feira (22/3), o Google vem redirecionando usuários do Google.cn para o sistema de busca de Hong Kong, uma ação tomada dois meses após a primeira ameaça da gigante das buscas de acabar com a censura que seu mecanismo sofria na China. A China respondeu rapidamente dizendo que a ação do Google foi “totalmente equivocada” e acusa a empresa de violar um acordo escrito.
Não está claro ainda a causa do atual problema de acesso ao Google na China. Mas o buscador já informou que seu movimento pode levar o governo chinês a bloquear sites do Google a qualquer momento.
O governo chinês requer que sites censurem conteúdos considerados polêmicos, como informações sobre os protestos na Praça Tiananmen, em 1989. Tal conteúdo não é censurado em Hong Kong, uma antiga colônia britânica e que possui governo próprio, mas agora é parte da China.


