5 medidas para salvar o Internet Explorer

Computerworld/EUA
03 de fevereiro - 07h00 - Atualizada em 15 de março - 14h11
Cada nova pesquisa de mercado apresenta um novo desafio difícil ao IE, mas é possível reverter a situação.

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Pesquisas recentes mostram que o Internet Explorer segue em frente em sua longa e firme queda de participação de mercado, com nenhum fim à vista. Mas não é preciso que seja assim.

Dados da NetApplications, por exemplo, mostram que o Internet Explorer fechou janeiro com uma participação de 62,2%. O Chrome saltou para o terceiro lugar, com 5,2% do mercado.

Segundo o relatório, o IE perdeu meio ponto percentual, e os 62,2% de participação foram outro recorde de baixa em um caminho descendente que já custou ao navegador da Microsoft 10% de sua fatia de mercado apenas no ano passado.

Pelas projeções, se o IE mantiver o ritmo dos últimos três meses, o navegador chegará a abril de 2011 abaixo da marca de 50%.

Mas o IE não precisa ter este destino. Eis cinco coisas que a Microsoft pode fazer para salvar o Internet Explorer.

1.Mais rápido
Comparado com o Firefox, o Chrome e o Opera, o Internet Explorer é simplesmente lento demais. Em testes, ele foi mais lento que todos os outros browsers por uma ampla margem - os resultados seguem abaixo.

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A navegação na web não é só JavaScript, é certo, mas em geral o IE é mais lerdo que os outros browsers, especialmente na comparação com o Google Chrome – e o Chrome é justamente o navegador que mais ganhou mercado. Conclusão: a Microsoft precisa dar rapidez ao Internet Explorer.

2.Cadê as extensões?
Muitos dos melhores recursos do Firefox não foram construídos dentro do browser; eles são acrescentados por desenvolvedores independentes, que criam add-ins gratuitos.

Até o Chrome agora suporta extensões, e essas extensões acrescentam recursos similares ao navegador do Google.

O Internet Explorer não suporta nem add-ins, nem extensões, e o grupo de desenvolvedores que escrevem código para ele é pequeno.

A Microsoft precisa fazer com que o IE suporte add-ins e extensões, bem como incentivar um ecossistema de desenvolvedores interessados em escrever código para ele.

Afinal de contas, o IE tem o maior fatia de mercado. Logo, ele deveria ter a maior parte dos add-ins, não a menor.

3.Integração com Windows Live Sync e Live Mesh
O Windows Live Sync e o Live Mesh são dois grandes produtos da Microsoft – e são grátis.

Eles sincronizam arquivos e pastas entre diversos PCs e Macs, e oferecem acesso e controle remoto de PCs pela internet, entre outros recursos.

A Microsoft deveria integrar o Internet Explorer a eles, e quem sabe construir essas características diretamente no Internet Explorer.

Nenhum outro navegador teria esse tipo de recurso, que seria a grande diferença a favor do Internet Explorer.

4.Melhore a barra de endereços
O IE já faz algumas coisas boas com a barra de endereços, como destacar o domínio atual -  se você está visitando uma longa URL, pode enxergar mais facilmente qual domínio está sendo acessado.

A barra de endereços também tem uma segunda função, como caixa de busca.

Esses recursos são uma base importante, mas é hora de ser criativo. A Microsoft deveria adicionar mais truques à Barra de Endereços.

5.Ative o fator “cool”
O IE é um navegador perfeitamente utilizável e funcional – mas, para interromper seu declínio, ele precisa oferecer mais que isso. Ele poderia passar por uma repaginada e ganhar uma interface mais elegante.

Não é possível dizer exatamente o que deve ser feito nesse aspecto, mas a Microsoft tem mostrado que pode ser criativa quando quer – basta olhar para os papéis de parede que vêm com o Windows 7.

Pegando emprestado a frase de um concorrente: no caso do design do IE, é hora de a Microsoft pensar diferente.

(Preston Gralla)