Publicidade
internet
Mídia Digital

Mashup SACSP mapeia reclamações feitas por paulistanos à Prefeitura

Por Guilherme Felitti, do IDG Now!

Publicada em 27 de novembro de 2009 às 07h00
Atualizada em 30 de novembro de 2009 às 09h54

Serviço localiza em mapas e classifica por assuntos reclamações feitas à Prefeitura e, segundo seu criador, ajudar a fiscalizar administração municipal.

O programador Bruno Barreto colocou no ar no começo da semana o SACSP, um mashup que classifica as reclamações enviadas por cidadãos à Prefeitura de São Paulo, indicando quais os principais problemas relatados e onde eles ocorrem na cidade.

O serviço utiliza reclamações feitas tanto pelo serviço telefônico 156 como pelo site do órgão e em visitas às subprefeituras, integradas e publicadas online pela própria Prefeitura no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

O SAC da Prefeitura permite a consulta de reclamações pelo RG do cidadão autor da reclamação ou pelo número que a solicitação recebe do sistema quando criada, algo que Barreto explora para montar o banco de dados do SACSP.

"Como é sequencial, descobri um número de janeiro de 2009 e fui incrementando um e um e pegando solicitações na ordem certa. Criei um robozinho para preencher o formulário e baixar tudo pra mim", relata o programador de 20 anos.

As informações então são categorizadas em rankings com os assuntos, os órgãos municipais e as regiões da cidade mais populares e reproduzidas em um mapa de São Paulo, usando o Google Maps.

Reclamações sobre jardinagem, como poda de árvores, lideravam o ranking na tarde desta quinta-feira (26/11), seguidas de perto por dúvidas sobre o programa Bolsa Família. A lista ainda apresenta solicitações sobre buracos nas ruas, coleta de lixo e poluição sonora.

As informações alimentam o banco de dados usado como base para o SACSP. Atualmente, o mashup contabiliza reclamações registradas entres os meses de dezembro de 2008 e fevereiro de 2009 e desde o dia 10 de novembro deste ano.

Segundo Barreto, a demora no processamento dos dados faz com que haja uma "janela" entre fevereiro e novembro de 2009, cujos dados já estão sendo computados.

O sistema criado pelo programador para colher estas informações continua trabalhando e ele espera que o SACSP esteja com todas as cerca de 700 mil reclamações disponíveis no site da Prefeitura de São Paulo até a primeira semana de dezembro.

Antes disto, Barreto pretende criar outro robô neste fim de semana para demonstrar em tempo real o desdobramento das reclamações.

O sistema automatizado será acionado sempre que o usuário clicar sobre uma reclamação. "Muitas (das ocorrências) já foram concluídas, mas continuam como pendentes no SACSP", explica o programador.

O trabalho feito por Barreto não conta com o apoio da Prefeitura de São Paulo. Ele  sabe que a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) é responsável pela infraestrutura da administração, mas nunca teve contato direto com nenhum profissional. Barreto até mesmo cogita a possibilidade que, ao explicar o projeto, o acesso aos dados seja vetado.

"Não estamos fazendo nada de errado, só mostrando informações. Teoricamente, se Prefeitura for legal com a gente, pode disponibilizar uma forma melhor de mostrar dados para qualquer pessoa. Mas não sei o que vai acontecer. Eles podem até cortar nosso acesso, colocando um captcha", afirma, citando o sistema que evita que robôs como os usados no SACSP acessem informações de um banco de dados.

O contato poderia até mesmo melhorar a reprodução de informações exageradamente pessoais sobre os cidadãos, no julgamento de Barreto, como é o caso do número de CPF e nome da mãe do paulistano atendido pelo Bolsa Família.

O programador afirma que tirará as informações, que constam no site da Prefeitura, do SACSP em nome da privacidade dos usuários.

O SACSP foi criado em uma semana para o TransparênciaCamp, evento sobre iniciativas digitais envolvendo dados públicos organizado pela Esfera dentro da Conferência W3C Brasil, que aconteceu entre os dias 23 e 24 de novembro, em São Paulo.

Segundo Barreto, que criou e gerencia sozinho o projeto, sua ideia é liberar a API do SACSP assim que o banco de dados estiver completo, o que permitiria novas manipulações e mashups envolvendo os dados da Prefeitura sobre reclamações feitas em São Paulo.

O Governo do Estado de São Paulo vem preparando uma base de dados aberta e em formatos padronizados, com informações demográficas, econômicas e sociais sobre o Estado compiladas pela Fundação Sistema Estadual de Análises de dados (Seade).

A iniciativa, conduzida pelo Grupo de Apoio Técnica à Inovação (Gati) e pioneira no Brasil, oferecerá dados públicos já disponíveis em sites governamentais, mas formatos em padrões abertos que facilitam a criação de mashups com dados oficiais.

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
LinkedIn

LinkedIn

Confira cinco dicas elaboradas pela própria diretora da rede social para diferenciar o seu perfil.

Linha do Tempo

Linha do Tempo

A nova interface chegou. Saiba como editar seu perfil e não mostre mais de sua vida do que gostaria.

Tecnologia & Comunicação

Os mitos sobre conversação e ambiente corporativo

A conversação está para a sociabilização como o combustível está para um foguete: é primordial.

Blog
Estudo Forrester - O impacto do appliance de Data Warehouse IBM Netezza nas análises de negócios. Saiba mais!
Arquitetura do Appliance de Data Warehouse IBM Netezza. Clique e saiba mais!
O reconhecimento emergente do valor das análise de negócios se opõe ao grande crescimento da quantidade de dados estruturados e não estruturados.
Saiba como gerenciar volume enorme de informações e mantê-las atualizadas e disponibilizá-las para análises com simplicidade.
Plataforma IBM Cognos. Saiba como alcançar de resultados de negócios reais e tangíveis.