Hackers que testaram urna eletrônica recebem prêmios
Por Agência Brasil/Lourenço Canuto
Publicada em 20 de novembro de 2009 às 13h42
Atualizada em 20 de novembro de 2009 às 13h47
Para o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, avaliações demonstraram que o sistema de votação adotado pelo Brasil é confiável.
O sistema eletrônico de votação brasileiro foi considerado inviolável depois de diversos testes de invasão realizados por hackers entre os dias 10 e 13 deste mês, sob a coordenação do ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral.
A experiência, que foi inicialmente sugerida pelo PT e pelo PDT e depois encampada pelo Ministério Público, contou com trabalhos de profissionais da área da Tecnologia da Informação (TI). Os hackers convidados foram premiados nesta sexta-feira (20/11), em Brasília.
O primeiro deles, o consultor de segurança da informação, Sérgio Freitas, recebeu R$ 5 mil. Ele concluiu que só seria possível captar os sinais eletromagnéticos de uma urna a cinco centímetros dela, "para que fosse possível eventualmente decodificar os sinais e saber o que foi digitado". Segundo ele, com essa distância, o equipamento estranho ficaria visível, pela sua estrutura física, o que não tornaria a experiência possível.
Para o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, os testes demonstraram que o sistema de votação adotado pelo Brasil "é confiável, sendo um fiador da legitimidade do processo eleitoral, assegurando a soberania do voto". Ele destacou que é um sistema de fácil manejo, rápido e absolutamente seguro, pelo que está demonstrado.
O ministro Ricardio
Lewandowski afirmou que o TSE vai redobrar a atenção ao lacre das
urnas, porque é o único atrativo para quem quer burlá-las. Os
testes feitos pelos chamados hackers que
testaram o sistema, sob sua coordenação, no entanto, não
conseguiram retirá-lo sem danos.
As avaliações foram
realizados com a presença de observadores da Organização dos
Estados Americanos (OEA). Os demais premiados foram Fernando Andrade
Martins de Araújo e a equipe da Controladoria Geral da União, em
segundo lugar; Antônio Gil Borges de Barros e a equipe da Cáritas
Informática, em terceiro. Os prêmios foram de R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente.
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