Folha de S.Paulo reivindica limite para capital estrangeiro em portais de notícias
Por Clayton Melo, do IDG Now!
Publicada em 15 de novembro de 2009 às 12h36
Atualizada em 22 de janeiro de 2010 às 10h26
Em editorial, jornal reforça movimento capitaneado por entidas das empresas mídia, que foram à Câmara dos putados fenr a iia.
A S. publicou neste domingo (15/11) um editorial (veja aqui, mas só para assinantes) em que reivindica a restrição 30% capital estrangeiro nos portais notícias no Brasil. A posição do jornal reforça movimento capitaneado por entidas que representam as empresas mídia, como a Associação Brasileira Emissoras Rádio e Televi (Abert) e a Associação Nacional Jornais (ANJ).
Na quarta-feira (11/11), as duas associações, com o apoio da Associação Brasileira dos Provedores Acesso à Internet (Abranet), fenram a iia em audiência pública realizada na Comis Ciência e Tecnologia Comunicação e Informática da Câmara dos putados.
Concorrência
Para as entidas, a restrição ao capital externo, que está no artigo 222 da Constituição, aplica-se a qualquer negócio que explore conteúdos, inpenntemente do meio utilizado, seja TV, rádio, jornais ou a internet.
Em sua fesa da aplicação da regra a portais notícias, a afirma que "práticas sleais na internet colocam em risco as bases que permitem o exercício inpennte no País".
"Quando um país como o Brasil admite um oligopólio irrestrito na banda larga - a via para a qual converge a transmis múltiplos conteúdos, como os TVs, revistas e jornais - alimenta um Leviatã capaz bloquear ou dificultar a passagem dados atores que não lhe sejam convenientes", diz o editorial.
"A tendência a discriminar concorrentes se acentua no caso brasileiro, pois os mandarins da banda larga , eles próprios, produtores algum conteúdo jornalístico".
Motivações
Por trás da posição fendida pela e pelas entidas que representam as companhias mídia está uma disputa com o setor telefonia, que controla portais e oferece serviços banda larga. No caso da , que é sócia do UOL, há a concorrência direta com portais, por exemplo, como iG (controlado pela Oi) e Terra (Telefônica).
Numa análise mais abrangente, cabe observar que as organizações mídia também enxergam com preocupação o avanço das empresas telecomunicações na área produção conteúdo. Esse impasse se esten ao setor TV paga, que luta com unhas e ntes para evitar que as companhias telecom sejam autorizadas vez a oferecer conteúdo audiovisual.
O assunto faz parte das discussões do Projeto Lei nº 29 (PL29), que trata convergência tecnológica nos setores telecomunicações, radiodifusão e TV por assinatura.
Em resumo, o projeto rruba a Lei do Cabo e permite às operadoras telecomunicações entrarem no mercado televi por assinatura.
A votação do PL 29 pela Comis Ciência e Tecnologia da Câmara dos putados ve ocorrer no dia 25/11, acordo com o relator do projeto, o putado feral Henrique Lustosa (PMDB-CE).
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