Acusada de violar direitos dos Beatles na web, BlueBeat ganha fama mundial
Por PC World/EUA
Publicada em 09 de novembro de 2009 às 15h52
Atualizada em 09 de novembro de 2009 às 15h54
Justiça impediu que pequena loja online continuasse a vender músicas do grupo inglês, mas repercussão do caso deixa três lições importantes.
Parece que a loja virtual BlueBeat não voltará a vender músicas dos Beatles tão cedo. Este obscuro site, que vendia faixas da lendária banda inglesa por 25 centavos de dólar, recebeu uma ordem de restrição de uma corte federal de Los Angeles.
A companhia Apple Corps, que detém os direitos sobre as músicas dos Beatles, ainda está para decidir quais serviços de música online contarão com o catálogo da banda de Liverpool. Recentemente, a empresa anunciou o lançamento da discografia dos Beatles em versão digital.
A Capitol Records, filial americana da EMI, gravadora dos Beatles, acusou a BlueBeat de quebra de direitos autorais. Uma audiência está agendada para o dia 20 de novembro.
O que se pode aprender com esse pequeno e bizarro incidente? Aqui estão três lições.
Alguns juízes simplesmente não entendem “simulação psicoacústica”
O CEO da Blue Beat, Hank Risan, afirma que as músicas dos Beatles disponíveis em seu site não infringem direitos autorais porque foram recriadas em um computador através de um processo chamado “simulação psicoacústica”.
Em outras palavras, por mais que a voz de John Lennon na versão da BlueBeat de “Help!” pareça idêntica à da gravação original – assim como o som da banda inteira – é apenas uma impressionante simulação. Infelizmente para a BlueBeat, o juiz John F. Walter não comprou esse argumento.
Publicidade ruim também funciona
Vamos dizer que você seja um iniciante em lojas virtuais de música em um mar com gigantes como Amazon e iTunes. Qual é o meio mais rápido de conseguir fortalecer o seu nome? Uma semana de divulgação na mídia é um bom começo.
Não há muitas dúvidas de que o alvoroço dos Beatles levou muitos visitantes ao BlueBeat, já que o site passou um tempo fora do ar. Claro, a publicidade foi negativa. Por mais que a direção do site acredite que não houve nenhuma quebra de direitos autorais.
Jornalistas amam casos dos Beatles
Tantos nomes de música, tão pouco tempo! Poucos editores puderam resistir à tentação dos trocadilhos. Alguns exemplos da semana: “BlueBeat gets back where it once belonged” (paidContent.org – “BlueBeat volta para onde deveria estar", em referência à música "Get Back"); “Judge to BlueBeat: You Can’t Do That” (Media Post – “Juiz para BlueBeat: você não pode fazer isso", em referência à música "You Can’t Do That"). “All You Need Is Legal Permission” (New York Times – "Tudo o que você precisa é uma permissão legal", em referência à música "All You Need Is Love"). Quer mais? “EMI: You Never Give Me Your Money” (EMI: Você nunca me deu seu dinheiro) e “BlueBeat: We Can Work It Out” (BlueBeat: Nós podemos consertar isso).
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