China intensifica censura a microblogs
Por IDG News Service
Publicada em 06 de novembro de 2009 às 11h50
Atualizada em 06 de novembro de 2009 às 11h51
Grupo ligado ao governo irá criar medidas para disciplinar o uso da internet.
O governo chinês pretende apertar o cerco contra sites como o Twitter. Esta é a mais nova investida do país para censurar os conteúdos “politicamente sensíveis” postados pelos usuários da rede.
Um representante do Internet Society of China, grupo que conta com membros do governo chinês e provedores de internet, afirmou que a entidade planeja criar uma série de normas de "auto-disciplina" para serviços ligados ao microblog. O representante não quis dar detalhes, mas o grupo lançou orientações similares para outros sites antes.
Um manual lançado para os provedores de blogs avisa para apagar "informações ilegais ou prejudiciais" que aparecerem em seus sites, ou simplesmente bloquear os infratores do blog.
As autoridades chinesas têm utilizado o termo "informação prejudicial" para descrever o conteúdo online, incluindo a pornografia e o debate de temas politicamente sensíveis, como Falun Gong, um grupo espiritual banido no país.
Desde julho o Twitter e o Facebook estão bloqueados em toda a China, após tumultos étnicos ocorridos na região de Xinjiang. O fato levou o país a reprimir os instrumentos de comunicação que poderiam ser usados para reunir os cidadãos em um determinado local.
As autoridades locais também bloquearam todos os serviços de internet e mensagens de texto em Xinjiang após o incidente. Os meios de comunicação estatais afirmam que 200 pessoas morreram no local.
As autoridades chinesas já estão pressionando sites locais por causa das mensagens confidenciais do usuário. É esperado que os próprios servidores controlem os conteúdos, disse Alex Mou, CEO do site local de microblog Zuosa, em entrevista por telefone.
Plurk, um popular serviço de microblogging em Taiwan e outras partes da Ásia, também foi bloqueado na China após os motins de Xinjiang. “ Esse tipo de ato, juntamente com os cortes anteriores, tem tornado mais difícil construir uma base de usuários na China”, explica o cofundador do Plurk, Alvin Woon.
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