Ballmer acredita em ‘três telas, uma nuvem’ para próximos dez anos
Por IDG News Service
Publicada em 05 de novembro de 2009 às 13h19
Atualizada em 05 de novembro de 2009 às 13h24
CEO da Microsoft acredita que em até dez anos consumidores usarão computadores, TVs e celulares devidamente interligados.
Se tudo o que Bill Gates quer é uma aposentadoria tranquila, ele pode ser interrompido pela tecnologia.
O Chief Executive Officer (CEO) da Microsoft, Steve Ballmer, vê a possibilidade de chamar o cofundador da Microsoft para participar de um avançado sistema de tecnologia da informação, levando Gates para todo lugar do planeta nos próximos dez anos – e ele quer nos dar esse poder também.
“Nos próximos anos, estarei assistindo a meu golfista preferido, Tiger Woods, jogando em um campeonato e verei uma tacada brilhante", disse Ballmer em uma conferência em Tóquio nesta quinta-feira (5/11).
“Vou falar para a minha TV ‘Ei Bill, você viu o lance do Tiger?’. Em seguida um software da Microsoft será ativado, reconhecerá minha voz, saberá que, quando falo ‘Bill’, me refiro a Bill Gates. Então vai encontrá-lo onde ele estiver e descobrirá se ele quer ser interrompido para a chamada”, disse Ballmer.
“Ele vai dizer ‘Claro, sempre quero ser interrompido pelo Steve’”, brincou Ballmer. “’Ei Bill, você viu o lance do Tiger?’ Talvez Bill diga ‘Sim, Steve, mas que bola de golfe ele está usando?’. Eu literalmente vou apontar a bola com o meu dedo, uma busca será feita na internet para ver qual é a bola. E eu direi ‘Ei Bill, é a nova bola da Nike, posso pedir algumas para você?’”
A interação com contatos pela TV faz parte da recém-anunciada estratégia “três telas, uma nuvem”, da Microsoft, que vê os consumidores usando computadores, TVs e celulares para acessar dados e aplicativos armazenados em servidores, tanto reais como virtuais, através daquilo que o setor de tecnologia convencionou chamar de nuvens.
Ballmer prevê que a tecnologia está a apenas “alguns anos” de distância, apesar do desenvolvimento raramente promover avanços em um curto período de tempo. Embora muitos recursos necessários para isso á existam, como o reconhecimento de voz, interface do usuário e inteligência artificial, uni-los e fazê-los funcionar juntos é uma tarefa complicada.
“Os próximos cinco ou dez anos serão incríveis”, ele disse. “Daqui a dez anos, quando sentarmos juntos, vamos olhar para trás e dizer ‘A tecnologia não era primitiva em 2009? Computadores não reconheciam nossa voz, ou nossa intenção. Não tínhamos acesso instantâneo às informações do mundo. Conseguimos nos livrar do papel como meio de anotações e comunicações.'”
Durante a semana, a Microsoft anunciou planos de lançar um projeto para criar laços mais fortes com universidades japonesas. A unidade de pesquisas da empresa vai começar um número de iniciativas com a intenção de destinar recursos em estudos no país, levando cientistas japoneses em seus próprios laboratórios e promovendo a troca de informações entre a comunidade de pesquisadores.
“O mundo tem tanto para inventar na indústria que estou muito excitado com o que a Microsoft faz para impulsionar as inovações”, finalizou Ballmer.
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