ICANN aprova a internacionalização de nomes de domínio na web
Por IDG News Service
Publicada em 30 de outubro de 2009 às 12h16
Atualizada em 30 de outubro de 2009 às 12h21
Países e terrítórios poderão, agora, utilizar caracteres não-latinos para nomear URLs em seus próprios idiomas.
A partir de meados de novembro, países e territórios poderão exibir nomes de domínios internet em seus próprios idiomas nativos e não mais apenas com caracteres latinos.
A Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), entidade responsável pelo controle mundial de domínios de internet, aprovou nesta sexta-feira (30/10), a implementação de um processo para a internacionalização dos nomes de domínios (IDN, pelo nome em inglês). Pedidos de novos domínios, já sob a nova regulamentação, poderão ser feitos a partir de 16/11.
Segundo a ICANN, que se reuniu esta semana em Seul, a aprovação ocorre anos após o desenvolvimento de políticas e testes técnicos.
Atualmente, os nomes de domínios podem ser exibidos apenas utilizando caracteres do alfabeto latino (de A a Z) e dígitos de zero a nove, além do hífen (“-“). Com a nova resolução, os países poderão exibir caracteres em seus idiomas nativos (denominado country-code Top-Level Domains – ccTLDs). Os ccTLDs são aqueles que possuem duas letras como designação do país no final de um domínio internet.
Na prática, os novos nomes de domínio serão armazenas no Domain Name Service (DNS) como uma sequência de letras e números começando com “xn” – como forma de manter a compatibilidade com a infraestrutura existente. Os caracteres que vierem após o “xn” serão utilizados para codificar a uma sequência de caracteres Unicode para representar o nome do país.
Uma das primeiras preocupações com a implementação dos IDNs é com relação à segurança e estabilidade dos Domain Name Service (DNS). Este sistema proporciona a tradução dos nomes dos domínios escritos com letras e números para um endereço IP, que pode então ser compreendido pelos programas navegadores.
A ICANN informa que, inicialmente, irá permitir um número limitado de IDNs, que estarão sujeitos à aprovação da entidade e a testes de estabilidade, para evitar problemas na rede mundial.
“A usabilidade dos IDNs pode ser limitada já que nem todos os aplicativos são capazes de trabalhar [compreender] com eles’, informa a ICANN, em um documento de 59 páginas, datado de 30/09, que descreve como se dará o processo da aprovação. “Cabe a cada desenvolvedor de aplicativos decidir se quer ou não suportar o IDN, e isso inclui navegadores, clientes de e-mail e sites que exigem registro do usuário e exija um endereço eletrônico que pode conter um IDN”.
A ICANN fez algumas restrições com relação aos idiomas: eles devem ser a língua oficial do país ou território e ter um status legal ou, no mínino servir como idioma para administração local.
De acordo com a proposta, a ICANN cobrará 26 mil dólares como taxa de avaliação do processo de aceitação de um IDN que poderá ser pago em moeda local do país solicitante. A entidade também deve receber uma contribuição anual de 3% sobre a receita proveniente dos registros de domínios, que pode ser reduzida para 1% para baixos volumes de registros. Mas a entidade diz que é possível solicitar isenção dessas contribuições.
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