São Paulo é a cidade mais digital da América Latina, aponta pesquisa
Por Juliano Moreira do IDG Now!
Publicada em 27 de outubro de 2009 às 11h05
Atualizada em 28 de outubro de 2009 às 11h09
Estudo feito pela Motorola e a Convergencia Research, divulgado nesta terça-feira (27/10), analisou o nível de digitalização em 15 países.
Pesquisa feita pela Motorola e Convergencia Research, divulgada nesta
terça-feira (27/10), aponta que São Paulo é a cidade mais digital da
América Latina. Iniciado há um ano, o estudo analisou o nível de
digitalização de 150 cidades em 15 países da região.
Segundo a pesquisa, a capital paulistana lidera a lista por se destacar em aspectos como governo eletrônico, serviços prestados aos cidadãos pela internet, compromisso com a inclusão digital e pelas aplicações de tele-saúde e tele-segurança.
Os dados coletados apontam que 100% dos hospitais e escolas municipais acesso à internet banda larga pela rede da Prefeitura de São Paulo. Outro item avaliado foi a diferenciação da cidade, sempre segundo os responsáveis pela pesquisa, no que se refere à política de redução de desigualdade digital e social, com foco na inclusão.
Os municípios de Mérida e Chihuahua, do México, e San Luis, da Argentina, ocupam o segundo, terceiro e quarto lugares no ranking, respectivamente. Além de São Paulo, a outra única cidade brasileira que consta na lista das 25 mais digitais foi Salvador. A capital baiana ocupa a 12º posição no ranking.
“Inclusão digital é algo de extrema importância para a região, deve ser uma prioridade real de governo. Ser uma cidade digital significa que o espaço em que os atores sociais vivem apresenta a possibilidade de interação virtual. Diminuindo a lacuna digital, o governo também minimiza o buraco social”, afirma o gerente de estratégia e de desenvolvimento de negócios da Motorola para América Latina, Claudio Kimura.
São Paulo
Para Kimura, a abertura de 300 telecentros, que oferecem treinamento e acesso gratuito à internet e atendem a 1,5 milhão de pessoas por ano, aproximam a população do poder público.
Outro ponto importante da pesquisa é a interação das empresas paulistas com o website da prefeitura. Utilizado principalmente para buscar informações, 49% das buscas no site do órgão são relacionadas a trâmites burocráticos e 41% são para fazer download e preencher formulários.
Saúde do município (26%); capacitação e cursos oferecidos (35%), consultas on-line a bibliotecas (15%), busca de informações sobre segurança (20%) e informações sobre antecedentes criminais e delitos (18%) são outros dados publicados via web pela administração pública e que atraem a atenção dos moradores.
Para 43% dos cidadãos, seria benéfica para o estado a criação de mais espaços nos quais a internet pudesse ser acessada de forma gratuita. Realizar atividades da administração pública pela rede também é uma ideia defendida por 22,6% dos moradores.
Desafios
O principal desafio de São Paulo agora será administrar a condição de líder entre as cidades mais digitais da América Latina. Kimura observa que há um rápido processo de digitalização em outros países da região “O continente latino-americano passa por um procedimento acelerado de digitalização. Existe a preocupação dos governos com a existência de novas tecnologias e a possibilidade de novos progressos nas áreas de saúde e segurança ”, afirma Kimura.
A pesquisa realizada pela consultoria argentina Convergencia Research demonstrou que os aspectos mais desenvolvidos na América Latina são a digitalização interna: as aplicações administrativas. Para dar uma ideia, 103 das 150 cidades pesquisadas possuem planos de digitalização de processos administrativos, 106 têm programas de governo eletrônico e apenas 15 ainda não têm nenhum plano para ampliar os níveis de acesso digital.
Segundo a pesquisa, a capital paulistana lidera a lista por se destacar em aspectos como governo eletrônico, serviços prestados aos cidadãos pela internet, compromisso com a inclusão digital e pelas aplicações de tele-saúde e tele-segurança.
Os dados coletados apontam que 100% dos hospitais e escolas municipais acesso à internet banda larga pela rede da Prefeitura de São Paulo. Outro item avaliado foi a diferenciação da cidade, sempre segundo os responsáveis pela pesquisa, no que se refere à política de redução de desigualdade digital e social, com foco na inclusão.
Os municípios de Mérida e Chihuahua, do México, e San Luis, da Argentina, ocupam o segundo, terceiro e quarto lugares no ranking, respectivamente. Além de São Paulo, a outra única cidade brasileira que consta na lista das 25 mais digitais foi Salvador. A capital baiana ocupa a 12º posição no ranking.
“Inclusão digital é algo de extrema importância para a região, deve ser uma prioridade real de governo. Ser uma cidade digital significa que o espaço em que os atores sociais vivem apresenta a possibilidade de interação virtual. Diminuindo a lacuna digital, o governo também minimiza o buraco social”, afirma o gerente de estratégia e de desenvolvimento de negócios da Motorola para América Latina, Claudio Kimura.
São Paulo
Para Kimura, a abertura de 300 telecentros, que oferecem treinamento e acesso gratuito à internet e atendem a 1,5 milhão de pessoas por ano, aproximam a população do poder público.
Outro ponto importante da pesquisa é a interação das empresas paulistas com o website da prefeitura. Utilizado principalmente para buscar informações, 49% das buscas no site do órgão são relacionadas a trâmites burocráticos e 41% são para fazer download e preencher formulários.
Saúde do município (26%); capacitação e cursos oferecidos (35%), consultas on-line a bibliotecas (15%), busca de informações sobre segurança (20%) e informações sobre antecedentes criminais e delitos (18%) são outros dados publicados via web pela administração pública e que atraem a atenção dos moradores.
Para 43% dos cidadãos, seria benéfica para o estado a criação de mais espaços nos quais a internet pudesse ser acessada de forma gratuita. Realizar atividades da administração pública pela rede também é uma ideia defendida por 22,6% dos moradores.
Desafios
O principal desafio de São Paulo agora será administrar a condição de líder entre as cidades mais digitais da América Latina. Kimura observa que há um rápido processo de digitalização em outros países da região “O continente latino-americano passa por um procedimento acelerado de digitalização. Existe a preocupação dos governos com a existência de novas tecnologias e a possibilidade de novos progressos nas áreas de saúde e segurança ”, afirma Kimura.
A pesquisa realizada pela consultoria argentina Convergencia Research demonstrou que os aspectos mais desenvolvidos na América Latina são a digitalização interna: as aplicações administrativas. Para dar uma ideia, 103 das 150 cidades pesquisadas possuem planos de digitalização de processos administrativos, 106 têm programas de governo eletrônico e apenas 15 ainda não têm nenhum plano para ampliar os níveis de acesso digital.
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1 comentário(s)
Não é mesmo
Ronaldo Luis - 28 Out 2009, 11h09
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