Venda do Buscapé reflete nova condição da economia brasileira no mundo
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A transação é uma peça importante de um movimento que coloca o Brasil como competidor destacado na economia mundial, condição reforçada pelo fato de o País ser - junto com toda a América Latina - uma das primeiras economias a se recuperar da crise financeira internacional. Alguns sinais justificam essa análise.
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O primeiro deles é que os indicadores econômicos brasileiros fazem crer que o pior já passou no mercado nacional, que aos poucos caminha para retomar os níveis de atividade econômica do período anterior à deflagração da crise internacional. Na Europa e EUA, no entanto, o cheiro de crise ainda está no ar.
País se livrou da turbulência
Assim, o Brasil surge no radar como um mercado apetitoso para o capital internacional, ao lado de outros emergentes, como Índia e China. "A América Latina está se saindo bem da crise econômica, em especial o Brasil. Há claros sinais de vitalidade do mercado brasileiro", afirma Marcelo Coutinho, professor da Fundação Getúlio Vargas e colunista do IDG Now!.
Outro indicador da boa recepção do Brasil diante dos investidores internacionais é o fato de a agência de classificação de risco Moody's ter atribuído ao País, no dia 26/9, o grau de investimento (investment grade), uma espécie de atestado de que o País praticamente não apresenta riscos de calote para os credores.
O efeito prático disso é a possibilidade de redução de juros cobrados de empréstimos no exterior e prazos mais longos para pagamento. A classificação também possibilita ao País receber investimentos de fundos estrangeiros que são proibidos de destinar verba para países abaixo do grau de investimento.
"Como costumo dizer, a internet não existe no vácuo. Não é à-toa que a compra do Buscapé pela Naspers se dá exatamente num momento como esse, com uma economia brasileira deixando a crise para trás e já em ritmo de retomada", afirma Coutinho.


