Consumidor usa web para comparar produtos, mas compra em loja física

Redação do IDG Now!
24 de setembro - 10h45 - Atualizada em 30 de setembro - 14h53
Alta exigência do brasileiro e pouca impulsividade online fazem com que web seja ponto de partida para compra em lojas físicas, afirma Deloitte.

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Por mais que lide com consumidores criteriosos que não compram por impulsividade, serviços de comércio eletrônico no Brasil veem seus clientes compararem opções de produtos pela internet e preferirem pela compra em lojas físicas, segundo o estudo “As relações de consumo na era do comércio online”, divulgado pela consultoria Deloitte nesta quarta-feira (23/9).

A busca por melhores condições de compra, acredita metade da empresas de comércio eletrônico ouvidas, motiva a comparação de preços entre diferentes canais. A compra, porém, nem sempre é terminada: 40% dos respondentes acreditam que a finalização ocorre em pontos de venda físicos.

A exigência do brasileiro foi apontada também pelo “Estudo sobre o Neoconsumidor”, onde as consultorias Gouveia de Souza (GS&MD) e Ebeltoft indicam que o Brasil só perde para Austrália e Reino Unido quando se precisa comparar preços antes de comprar - 73% dos brasileiros usam a web para tanto, comparados a 76% dos australianos e 74% dos britânicos.

O comércio eletrônico vem ganhando espaço do físico e, segundo projeção da consultoria, já deve representar 6% do faturamento total das empresas ouvidas, com expectativa desta participação chegar a 8% no próximo ano.

Outra característica do consumidor brasileiro na internet alimenta este comportamento: apenas 2% das compras são feitas de maneira impulsiva, o que permite à Delloite classificar clientes de serviços online no Brasil como exigentes e com grande poder de decisão.

O estudo, que ouviu 109 empresas do setor entre 20 de agosto e 8 de setembro, mostra também a falta de preocupação das companhias em monitorar possíveis menções às suas atividades online.

Por mais que 80% se diga preocupada em valorizar sua marca em campanhas digitais, apenas um terço das respondentes realiza monitoramentos de riscos associados à sua imagem.