Microsoft terá área para vender links patrocinados no Brasil
O acordo na área de buscas entre Microsoft e Yahoo significa uma revisão da estratégia da empresa de Bill Gates na área de links patrocinados no Brasil.
De acordo com o diretor do grupo de consumo e online da Microsoft Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, a empresa terá até dois anos após o início do acordo com o Yahoo - previsto para 2010 - para criar uma nova área dedicada à venda de publicidade em buscas online no País, voltada a links patrocinados.
Atualmente, é o inverso. Sem uma ferramenta para gerenciar campanhas de links patrocinados no Brasil, a Microsoft usa a solução do Yahoo.
"Em países que não trabalham com o Adcenter - plataforma de
venda e gerenciamento de publicidade online da Microsoft -, como nós, a
Microsoft usa a plataforma Panama, do Yahoo. Então vamos montar uma área para
vender publicidade em buscas", explica Barbosa.
O atendimento a grandes contas de clientes considerados 'premium' - como grandes corporações, portais e os principais varejistas online - continua sendo realizado pelo Yahoo, sem mudanças, ressalta Barbosa. Já os clientes que usam o sistema 'self-service' e gerenciam suas campanhas diretamente na ferramenta online passarão a usar a plataforma AdCenter, da Microsoft, no lugar da ferramenta Panama. A migração vai cocorrer em um determinado momento após a aprovação da aliança, mas o prazo não foi determinado, explica o executivo da Microsoft Brasil.
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Juntos, os buscadores da Microsoft e do Yahoo no Brasil somam 32% dos acessos entre os internautas brasileiros ativos, afirma o executivo com base em dados da consultoria Nielsen Online de junho. "Os usuários atualmente usam mais de uma ferramenta de buscas para encontrar resultados".
Com a aliança, a Microsoft "vai ficar mais forte", avalia o executivo. "O usuário vai gostar porque vamos oferecer uma inovação rápida para ele. Além disso, seremos uma clara alternativa de valor aos anunciantes" conclui Barbosa.
Os efeitos do acordo anunciado nesta quarta-feira começam a surgir em dois anos após
a aprovação da aliança por órgãos reguladores dos Estados Unidos e da
Europa, lembra o executivo.


