Microsoft terá área para vender links patrocinados no Brasil

Daniela Braun , do IDG Now!
29 de julho - 13h39 - Atualizada em 15 de março - 12h42
Após acordo global com o Yahoo, Microsoft Brasil vai iniciar venda de publicidade em buscas entre 2010 e 2013. Hoje, que faz isso é o Yahoo Brasil.

O acordo na área de buscas entre Microsoft e Yahoo significa uma revisão da estratégia da empresa de Bill Gates na área de links patrocinados no Brasil.

De acordo com o diretor do grupo de consumo e online da Microsoft Brasil, Osvaldo Barbosa de Oliveira, a empresa  terá até dois anos após o início do acordo com o Yahoo - previsto para 2010 - para criar uma nova área dedicada à venda de publicidade em buscas online no País, voltada a links patrocinados.

Atualmente, é o inverso. Sem uma ferramenta para gerenciar campanhas de links patrocinados no Brasil, a Microsoft usa a solução do Yahoo.

"Em países que não trabalham com o Adcenter - plataforma de venda e gerenciamento de publicidade online da Microsoft -, como nós, a Microsoft usa a plataforma Panama, do Yahoo. Então vamos montar uma área para vender publicidade em buscas", explica Barbosa.

O atendimento a grandes contas de clientes considerados 'premium' - como grandes corporações, portais e os principais varejistas online - continua sendo realizado pelo Yahoo, sem mudanças, ressalta Barbosa. Já os clientes que usam o sistema 'self-service' e gerenciam suas campanhas diretamente na ferramenta online passarão a usar a plataforma AdCenter, da Microsoft, no lugar da ferramenta Panama. A migração vai cocorrer em um determinado momento após a aprovação da aliança, mas o prazo não foi determinado, explica o executivo da Microsoft Brasil.

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Juntos, os buscadores da Microsoft e do Yahoo no Brasil somam 32% dos acessos entre os internautas brasileiros ativos, afirma o executivo com base em dados da consultoria Nielsen Online de junho. "Os usuários atualmente usam mais de uma ferramenta de buscas para encontrar resultados".

Com a aliança, a Microsoft "vai ficar mais forte", avalia o executivo. "O usuário vai gostar porque vamos oferecer uma inovação rápida para ele. Além disso, seremos uma clara alternativa de valor aos anunciantes" conclui Barbosa.

Os efeitos do acordo anunciado nesta quarta-feira começam a surgir em dois anos após a aprovação da aliança por órgãos reguladores dos Estados Unidos e da Europa, lembra o executivo.