Tecnologia da informação facilita relacionamento com consumidor
Por Clayton Melo, do IDG Now!
Publicada em 28 de julho de 2009 às 18h26
Atualizada em 28 de julho de 2009 às 18h47
Além de elevar a produtividade, o meio digital altera o contato entre empresas e clientes e coloca a publicidade em estado de alerta.
Imagine a seguinte situação: um corretor recebe um telefonema de um possível comprador de imóveis. Esclarece dúvidas, dá informações sobre os empreendimentos disponíveis, valores e então agenda visitas, para as quais se deslocará de carro. Esse é o modo tradicional de relação entre o setor imobiliário e seus clientes. Agora, pense que esse mesmo contato pode ser feito via internet, por meio de chat ou videoconferência, com possibilidade de o interessado ver pela web os vídeos sobre os imóveis. Para completar, o atendimento pode ser feito durante 24h.
Esse é um pequeno exemplo de como a tecnologia da informação interfere diretamente nos negócios e pode melhorar a produtividade. “Depois que passamos a usar com intensidade a tecnologia da informação em nosso trabalho, reduzimos o custo unitário por venda de 10 mil reais para 3,9 mil reais”, afirma Romeo Busarello, diretor de marketing da construtora Tecnisa. Com os recursos digitais, é possível economizar tempo, mão de obra, custos de logística e telefonia, exemplifica Busarello.
Pode não parecer à primeira vista, mas o caso hipotético da conversa entre o corretor e o cliente ajuda a explicar a razão pela qual o mundo atravessou um período de bonança econômica entre 2003 e o fatídico mês de setembro de 2008, data em que a crise internacional se espalhou pelo mundo.
“A tecnologia da informação elevou o ganho de produtividade das empresas e ajudou a impulsionar as economias no mundo inteiro”, afirma o âncora da rádio CBN e jornalista especializado em economia Carlos Alberto Sardenberg. “A aliança entre a computação e a telefonia alterou todas as atividades econômicas”, reforça o jornalista, que fez essas análises durante o iG Digital Day, encontro realizado nesta terça-feira (28/7) em São Paulo para debater as tendências na publicidade digital.
Macroeconomia
Sardenberg destacou o papel das inovações tecnológicas no desenvolvimento dos negócios ao analisar o cenário macroeconômico mundial. Ele relembra que, quase sem exceções, praticamente todas as economias viveram períodos de brilhante expansão em boa parte desta década. Os EUA e a Europa, por exemplo, cresciam a taxas próximas 3% ao ano, o que, para essas regiões, é um bom resultado. Enquanto isso, a China nadava de braçada na casa dos 10% e os emergentes, entre 6% e 7% - o Brasil registrava índices um pouco menores, mas também atravessava um cenário de expansão.
“Além da tecnologia da informação, contribuíram para esse bom desempenho a globalização e o fim do socialismo - fatores que ampliaram o mercado consumidor internacional -, a posição econômica de relevância adquirida pelos países emergentes, a China e realização de reformas econômicas”, afirma Sardenberg. E em que momento o Brasil entra nesta história toda? “A expansão mundial beneficiou o País, pois aumentou a demanda por produtos que podemos oferecer no mercado internacional, como alimentos, alumínio, cana e álcool”, explica.
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