Após demissões, MySpace mantém escritório e diretor geral no Brasil
Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 24 de junho de 2009 às 12h43
Atualizada em 25 de junho de 2009 às 12h44
São Paulo – Dois dias após demissões no Brasil, Emerson Calegaretti confirma que continuará à frente de operação nacional em "phase out".
O MySpace Brasil não fechará seu escritório em São Paulo (SP), mas o manterá como uma operação enxuta durante o período conhecido como "phase out", após o corte de dois terços dos funcionários internacionais realizados pela Fox Interactive Media, informou o diretor geral do site no país, Emerson Calegaretti.
Em entrevista para o IDG Now!, Calegaretti disse que não sabia
com quantos funcionários o MySpace Brasil continuaria a operar, assim como não soube informar o que será das parcerias fechadas pela rede social no país. As informações segundo o executivo, ainda estavam sendo decididas pela Fox interactive Media.
Primeiro funcionário do MySpace no Brasil, Calegaretti finalmente se manifestou sobre os desdobramentos dos cortes feitos pelo braço digital do conglomerado News Corp. na segunda-feira (22/6) e que ameaçavam o MySpace Brasil.
Segundo comunicado divulgado na terça-feira (23/6), cerca de 300 dos 450 funcionários das operações internacionais do MySpace serão demitidos.
"O escritório continua aberto, mas a maioria dos nossos colegas já foi desligada. O site continua operando, firme e forte, em português, mas não vamos ter mais conteúdo sendo produzido localmente nem projetos de publicidade customizados", escreve em post no seu perfil dentro da rede social.
As parcerias fechadas com o portal iG e com a Realmedia também não têm futuro definido. O acordo com o iG envolve partilha de receita publicitária e troca de conteúdo. A parceria com a Real Media prevê o uso da sua plataforma de publicidade para o MySpace no Brasil.
Calegaretti afirma ainda que, por mais que houvesse a expectativa de cortes internacionais, os funcionários brasileiros estavam esperançosos. "Desde o lançamento mantivemos uma operação saudável financeiramente e lucrativa".
Além de acordos de publicidade fechados durante os quase dois anos da operação brasileira, Calegaretti destaca o crescimento na base de usuários. Ela passou de 470 mil em outubro de 2007, quando a operação do MySpace começou, para os 7 milhões atuais.
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