Internet via rádio e satélite enfrenta concorrência da banda larga 3G
Por Daniela Braun e Pedro Marques, do IDG Now!
Publicada em 24 de junho de 2009 às 07h00
Atualizada em 24 de junho de 2009 às 11h31
São Paulo - Tecnologias são alternativas para regiões aonde o ADSL e cabo não chegam, mas conexão via celular está roubando mercado.
O Brasil tem mais de 11 milhões de conexões de banda larga - e a maioria delas é feita com as tecnologias ADSL e de cabo, segundo dados do último Barômetro Cisco, estudo semestral sobre a evolução da banda larga no País, conduzido pela IDC Brasil, consultoria especializada no mercado de tecnologia. No fim de 2008, havia 6,96 milhões de conexões ADSL e 2,61 milhões de conexões via cabo.
“As soluções massificadas são as que dominam mesmo o mercado”, disse o analista de telecomunicações da IDC Brasil João Paulo Bruder, um dos autores do Barômetro Cisco. Infelizmente, essas tecnologias de acesso têm alcance limitado e não estão disponíveis em todo o território nacional.
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E é nesse vácuo de oferta que as conexões de internet via rádio e satélite encontram um espaço. “Quando o usuário não tem o cabo, acaba usando a internet nesses modelos”, disse Bruder, em entrevista ao IDG Now!. “O acesso via rádio microondas é uma alternativa quando não existe cabeamento. Já o satélite funciona bem em áreas muito remotas, como a rural. São alternativas de nicho”, comentou o analista.
Somadas, as duas tecnologias contam com menos de 500 mil assinantes em todo o País. A tecnologia de rádio é a que mais tem usuários: 420 mil, segundo dados da consultoria Teleco referentes ao primeiro trimestre de 2009. Já a tecnologia via satélite conta com cerca de 30 mil usuários, também de acordo com a Teleco.
A Neovia, provedora de internet via rádio que atua em São Paulo e em São José dos Campos, por exemplo, aproveita para atuar nas áreas mais distantes do centro. “Você tem lugares (dentro da cidade) onde o par trançado e o cabo não estão. Aí é que está a vocação do rádio”, disse o presidente do provedor, Alexandre Costa e Silva.
Já o satélite tem a vantagem de chegar aonde nenhuma outra conexão chega. “Posso oferecer o serviço em qualquer lugar do Brasil enviando a placa de rede PCI (importada da Alemanha) por Sedex e o consumidor escolhe a antena parabólica apropriada na loja de sua cidade”, afirma Horário Belfort, dono do provedor Ragio, de acesso via satélite pré-pago que atende 700 clientes, atualmente, em todo o Brasil.
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