Partido Pirata da Suécia conquista cadeira no Parlamento Europeu
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O The Pirate Party, um partido que defende os direitos civis online, ganhou ao menos uma cadeira no Parlamento Europeu, após obter 7,1% dos votos em eleição na Suécia.
O voto dos mais jovens foi a chave para o sucesso: o partido conquistou o apoio de 24% dos eleitores com menos de 21 anos, de acordo com as pesquisas conduzidas pelo canal de TV Swedish Television.
O resultado envia um sinal claro aos líderes políticos e estrategistas de partidos e inicia uma corrida para entender realmente essas questões dentro da Europa, de acordo com o líder do partido, Rick Falkvinge. A geração mais velha foi descomposta pelo modo de vida da geração mais jovem, disse Falkvinge em uma entrevista a um jornal sueco.
O Pirate Party (ou Partido Pirata) quer, fundamentalmente, reformar a política de direitos autorais, se libertar do sistema de patentes e assegurar que os direitos de privacidade dos cidadãos sejam respeitados, afirma o site do partido.
“Não achamos apenas que estes são objetivos que valem a pena, também acreditamos que eles são alcançáveis em bases europeias. Os sentimentos que guiaram a formação do Partido Pirata na Suécia estão presentes por toda a Europa”, continua o site.
Algumas das questões do partido no parlamento serão as leis de telecomunicações da União Europeia e o Anti-Counterfeiting Trade Agreement (Acordo Anti-Falsificação do Comércio, ou ACTA), um novo esforço pela propriedade intelectual que está sendo negociado entre União Europeia, Japão, Estados Unidos e outros países.
O Partido Pirata pode acabar conquistando uma segunda cadeira no Parlamento Europeu se um projeto de reforma das instituições da União Europeia for adiante. O Tratado de Lisboa, já ratificado por 23 dos 27 membros da EU, aumentará o número de cadeiras às quais a Suécia tem direito de 18 para 20 - e o Pirate Party ganharia uma delas.
O partido agora espera aproveitar esta vitória e também entrar no Parlamento Sueco, para o qual haverá eleições no próximo ano.


