Para analista, laptop educacional ainda vai vingar em 2010
Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!
Publicada em 04 de junho de 2009 às 07h00
Atualizada em 04 de junho de 2009 às 13h07
São Paulo - Principal impedimento foi o preço cobrado pelos fabricantes, que não estava de acordo com o preço estipulado na licitação.
A organização não governamental One Laptop Per Children (OLPC) surgiu para transformar em realidade uma ideia bastante nobre: entregar às crianças de países em desenvolvimento um notebook pequeno e não muito poderoso, mas rápido o suficiente para tomar o lugar do caderno e ainda navegar na web e checar e-mails - atividades que são cada vez mais indispensáveis a qualquer cidadão do século 21.
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Infelizmente, a OLPC não conseguiu encontrar nos governos ao redor do mundo o mesmo entusiasmo que foi visto em outros setores, como a imprensa e ONGs educacionais. Segundo estimativas da própria entidade, cerca de 555 mil laptops educacionais feitos pela entidade foram distribuídos ao redor do mundo - e, desses, apenas 2,6 mil foram entregues no Brasil.
O principal problema, explica Luciano Crippa, analista de mercado da IDC Brasil, são os problemas com as licitações referentes ao projeto. Foram duas licitações: a primeira aconteceu em dezembro de 2007 e cancelada pelo impasse entre o preço que o governo esperava receber e a quantia que a Positivo, vendedora do edital, queria oferecer. A segunda foi realizada um ano depois e teve como vencedora a indiana Encore, que prometeu entregar 150 mil laptops educacionais por 82,5 milhões de reais.
“Por enquanto, o principal impedimento foi o preço cobrado pelos fabricantes, que não estava de acordo com o preço estipulado na licitação”, disse Crippa. Para ele, as empresas terão dificuldades em cumprir os preços, já que a licitação foi feita quando a cotação do dólar estava em 1,6 real por unidade da moeda norte-americana.
Crippa, porém, acredita que os laptops educacionais vão deixar de ser uma promessa não cumprida. “Nossas projeções são otimistas e acreditamos que o netbook vá chegar ao mercado educacional, mas isso vai acontecer com mais força de 2010”, disse.
Enquanto isso, as fabricantes de computadores apostam no netbook - um laptop ultraportátil inspirado nas especificações educacionais. De acordo com dados da consultoria IDC, serão vendidas 22 milhões de unidades desses produtos em 2009 - praticamente o dobro do que foi vendido em 2008. “Esse segmento de netbooks é uma aposta muito grande para as empresas, que procuram atrair o interesse do estudante que está no colégio ou na faculdade”, disse Crippa.
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