Para analista, laptop educacional ainda vai vingar em 2010
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A organização não governamental One Laptop Per Children (OLPC) surgiu para transformar em realidade uma ideia bastante nobre: entregar às crianças de países em desenvolvimento um notebook pequeno e não muito poderoso, mas rápido o suficiente para tomar o lugar do caderno e ainda navegar na web e checar e-mails - atividades que são cada vez mais indispensáveis a qualquer cidadão do século 21.
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Infelizmente, a OLPC não conseguiu encontrar nos governos ao redor do mundo o mesmo entusiasmo que foi visto em outros setores, como a imprensa e ONGs educacionais. Segundo estimativas da própria entidade, cerca de 555 mil laptops educacionais feitos pela entidade foram distribuídos ao redor do mundo - e, desses, apenas 2,6 mil foram entregues no Brasil.
O principal problema, explica Luciano Crippa, analista de mercado da IDC Brasil, são os problemas com as licitações referentes ao projeto. Foram duas licitações: a primeira aconteceu em dezembro de 2007 e cancelada pelo impasse entre o preço que o governo esperava receber e a quantia que a Positivo, vendedora do edital, queria oferecer. A segunda foi realizada um ano depois e teve como vencedora a indiana Encore, que prometeu entregar 150 mil laptops educacionais por 82,5 milhões de reais.
“Por enquanto, o principal impedimento foi o preço cobrado pelos fabricantes, que não estava de acordo com o preço estipulado na licitação”, disse Crippa. Para ele, as empresas terão dificuldades em cumprir os preços, já que a licitação foi feita quando a cotação do dólar estava em 1,6 real por unidade da moeda norte-americana.
Crippa, porém, acredita que os laptops educacionais vão deixar de ser uma promessa não cumprida. “Nossas projeções são otimistas e acreditamos que o netbook vá chegar ao mercado educacional, mas isso vai acontecer com mais força de 2010”, disse.
Enquanto isso, as fabricantes de computadores apostam no netbook - um laptop ultraportátil inspirado nas especificações educacionais. De acordo com dados da consultoria IDC, serão vendidas 22 milhões de unidades desses produtos em 2009 - praticamente o dobro do que foi vendido em 2008. “Esse segmento de netbooks é uma aposta muito grande para as empresas, que procuram atrair o interesse do estudante que está no colégio ou na faculdade”, disse Crippa.


