Indefinição em leilão da Anatel atrasa chegada do WiMax no Brasil
Por Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!
Publicada em 04 de junho de 2009 às 07h00
Atualizada em 04 de junho de 2009 às 13h06
São Paulo - Se tudo sair de acordo com o cronograma da Anatel, pacotes comerciais de WiMax podem chegar no primeiro semestre de 2010.
Desde a primeira metade desta década, o padrão WiMax, de banda larga sem fio, vem sendo alardeado como uma alternativa para levar a banda larga a lugares aonde as conexões ADSL e a cabo não chegam. A favor dele, está o fato de que uma simples antena tem alcance de até 50 quilômetros - um fator importante, ainda mais para países como o Brasil, com vastas zonas rurais e uma escassa cobertura de banda larga.
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Apesar das vantagens, a regulamentação do sistema está parada na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que precisa autorizar o leilão das faixas de frequências onde o serviço será utilizado. “O WiMax poderia ser realidade em apenas duas frequências: 3,5 GHz e 2,5 GHz. As duas faixas estão passando por um processo de redesenho longo e por isso não vemos a evolução do WiMax como gostaríamos”, explica Emílio Loures, o gerente de novas tecnologias da Intel.
Loures complementou afirmando que atualmente cinco empresas já oferecem o serviço no Brasil (a empresa de provimento de acesso Neovia, as operadoras Embratel, Telefônica, Oi e o grupo de telecomunicações Sinos). Essas empresas, porém, compraram o equivalente a apenas 14% de todas as faixas disponíveis. Os outros 86% ainda precisam ser leiloados pela Anatel.
Se tudo sair de acordo com o cronograma estipulado pela Anatel, o executivo acredita que o leilão aconteça entre outubro e novembro deste ano. Nesse cenário, as empresas levariam alguns meses para desenvolver suas redes WiMax, que começariam a ser oferecidas para os consumidores no primeiro semestre de 2010.
Ainda assim, Loures ressalta que esse prazo “é factível, mas não é provável”, pois depende que o processo – sujeito a consultas públicas e à definição de regras para o leilão - corra sem problemas até o fim deste ano.
Isso não quer dizer que o WiMax seja uma tecnologia condenada. Pelo contrário: de acordo com estimativas da Juniper Research, o acesso sem fio via WiMax vai gerar receitas de 15 bilhões de dólares até 2015. Antes disso, ela precisa superar problemas como os já mencionados leilões de freqüência e problemas de financiamento, que se agravaram por causa da crise econômica mundial.
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