Wolfram Alpha se sai bem em contas e números, mas falha em assuntos gerais
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 18 de maio de 2009 às 14h02
Atualizada em 22 de maio de 2009 às 20h14
São Paulo – Lançado na sexta-feira (15/05), buscador usa novo método para indicar resultados, mas está longe de poder ser usado normalmente.
É difícil o mercado de buscas alimentar a expectativa que, nessa altura do campeonato, algum serviço apareça do nada para tomar a coroa do Google.
Stephen Wolfram, o cientista por trás do Wolfram Alpha, já afirmou que o buscador, lançado oficialmente na última sexta-feira (15/05), não pretende competir com o Google e admitiu, de cara, sérios problemas nos resultados que deverão ser consertados com o tempo.
Ainda assim, a expectativa que cerca o Wolfram Alpha é grande em um setor já vacinado contra a empolgação envolvendo serviços que supostamente ameaçariam o domínio do Google, como Cuil e Wikia Search, mas, após a atenção inicial, atingiram participações irrisórias ou não chegaram a completar um ano de existência.
Tudo se justifica pela maneira como o Wolfram Alpha funciona. Atualmente, Google, Yahoo e Microsoft Live Search indexam todos os conteúdos que conseguem achar na internet e, quando o usuário faz sua busca, batem os termos digitados com a base de páginas guardadas.
Ainda que o método resulte na dificuldade de responder perguntas objetivamente, é a maneira mais prática dos buscadores conseguirem “domar” o caos que reina em páginas sem qualquer organização formalizada das informações reproduzidas ali.
O Wolfram Alpha aposta em um caminho completamente diferente. Troque a imensidão de sites disponíveis online por um banco de conhecimento gigantesco montado, editado e estruturado por cerca de 100 funcionários nos últimos anos.
Com essa estrutura, o Wolfram Alpha dá respostas mais precisas, com uma objetividade que beira o matemático de tantos números que acompanham os resultados, que os buscadores que usam o método de parear palavras.
Pelo Wolfram Alpha, por exemplo, você descobre em segundos que a distância entre a Terra e a lua é de 392 mil quilômetros, algo que exigiria prováveis minutos de colheita de dados no Google.
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