Facebook se compromete a limpar rede de conteúdos de extremistas
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 13 de maio de 2009 às 16h53
São Paulo – Facebook e YouTube colaboram para crescimento de crimes de ódio e terrorismo na web, afirma organização de direitos humanos.
A rede social Facebook e o site de vídeos YouTube, do Google, registram a maior quantidade de conteúdos terroristas, extremistas ou ligados a crimes de ódio revela o estudo "Facebook, YouTube +: How Social Media Outlets Impact Digital Terrorism and Hate" ("Facebook, YouTube +: Como a Mídia Social Dissemina o Terrorismo e do Ódio Digitais) divulgados nesta quarta-feira (13/05) pelo Simon Wiesenthal Center, organização internacional de origem judaica que atua em defesa dos direitos humanos.
Atualmente há 10 mil sites envolvendo incentivo aos crimes de ódio e terrorismo na internet, incluindo jogos e posts online. Somente no Facebook foi observado um aumento de 30% em novos comentários extremistas, especialmente na Europa e no Oriente Médio.
A rede social que conta com mais de 200 milhões de usuários mundialmente, já se reuniu com membros do Simon Wiesenthal Center e comprometeu-se a remover os sites que violarem seus termos de uso. No entanto, segundo a organização, o volume de usuários é muito alto para que a rede social faça um rastreamento adequado de páginas sobre terrorismo.
Recentemente, o Facebook retirou do ar uma série de sites com provocações ao Holocausto. Entre os grupos extremistas presentes no Facebook estão o Stormfront, as FARC, diversos grupos ligados ao Hamas e ao Hezbollah, grupos de apoio ao Talibã entre outros.
Em um compromisso firmado na terça-feira (12/05), o Facebook afirmou que muitos dos sites apontados pelo Simon Wiesenthal Center, no inpidio deste ano, foram retirados do ar. "Estamos comprometidos a dar andamento a esta prática e trabalhar com aqueles que combatem o ódio como o Simon Wiesenthal Center", declarou o Facebook em um comunicado.
"Alguns grupos de ódio 'tradicionais' começaram a desenvolver suas
próprias versões [de redes sociais] como a New Saxon, 'uma rede social
para descendentes europeus' produzida por um tradicional grupo
neonazista dos Estados Unidos, o 'National Socialist Movement'
(Movimento Socialista Nacional)", afirma a entidade.
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