IAB lança guia para identificar fraudes em anúncios por cliques na web
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 12 de maio de 2009 às 15h23
Atualizada em 13 de maio de 2009 às 11h42
Miami – Entidade publica guia para que anunciantes identifiquem quando fraudadores se aproveitam de anúncios no modelo pay-per-click (PPC).
O Interactive Advertising Bureau (IAB), entidade que representa o setor de publicidade online, publicou um guia para determinar quando fraudadores se aproveitam de anúncios no modelo pay-per-click (PPC).
Os anúncios PPC, que aparecem com mais frequência em textos nas laterais de resultados de buscas, configuram o formato mais popular e vulnerável a fraudes.
O guia criado pela IAB com a colaboração de empresas como Google, Yahoo e Microsoft, estabelece procedimentos básicos para determinar quando o anunciante deve ou não pagar por um clique.
"As recomendações incluem a definição exata de um ‘clique’ e padrões pelos quais os cliques devem ser medidos e contabilizados, incluindo a identificação de cliques inválidos ou fraudulentos" informa o documento divulgado pela entidade nesta terça-feira (12/05).
No quarto trimestre de 2008, a fraude por clique cresceu para 17,1% do total de cliques em anúncios online, mais do que os 16% registrados no mesmo período de 2007, afirma estudo da Click Forensics. A empresa especializada em detectar fraudes em anúncios online também colaborou na criação do guia do IAB.
Os cliques inválidos podem ocorrer quando o PPC recebe um clique por engano ou proposital – por exemplo, se alguém clica no anúncio do concorrente para aumentar o preço pago pelo anunciante rival. Nestes dois casos, o clique é considerado fraudulento.
As recomendações do IAB representam um grande passo no Mercado de anúncios por cliques, que hoje representam mais de 50% dos investimentos em publicidade online nos Estados Unidos, aponta Caroline Dangson, analista da consultoria International Data Corporation (IDC).
De acordo com Joe Laszlo, diretor de pesquisas do IAB, a elaboração do guia consumiu três anos de trabalho. Segundo ele, as recomendações devem ser revisadas em dois anos, considerando as mudanças na tecnologia do PPC e nos métodos de fraudes.
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