IE cairá abaixo dos 50% de mercado até 2011, prevê Net Applications

Computerworld/EUA
07 de maio - 17h52 - Atualizada em 15 de março - 14h31
Framingham – Caso mantenha ritmo de queda do último ano, Microsoft deverá ter menos da metade do setor de navegadores durante 2011, diz consultoria.

Notícias Relacionadas

Caso continue no atual ritmo de queda, o Internet Explorer, da Microsoft, deve cair abaixo da marca dos 50% do mercado de navegadores até 2011, segundo projeção da consultoria Net Applications.

No final de abril, o IE perdeu 0,7 ponto percentual, chegando a participação de 66,1% do mercado de browsers, nova marca mais baixa já atingida pelo software desde 2005, quando o ranking da consultoria começou a ser elaborado.

O IE8, lançado um mês antes, não foi suficiente para deter o declínio na participação das versões anteriores do navegador - enquanto o IE8 ganhou 2,2 pontos percentuais, a versão 7 perdeu 2 pontos e a versão 6 perdeu 0,8 ponto.

Como é de praxe, rivais capitalizaram sobre as perdas do IE. O Firefox, da Mozilla, viu sua participação aumentar 0,4 ponto percentual, chegando a 22,5% do setor, enquanto o Chrome, do Google, atingiu 1,4% após crescer 0,2 ponto percentual.

O Safari, da Apple, no entanto, seguiu a tendência da Microsoft e caiu 0,02%, para 8,2% do setor.

"O IE tinha uma vantagem enorme de mercado e o Firefox, em um ambiente competitivo, continua a ganhar participação", afirmou o analista Vince Vizzaccaro. "Já vimos algumas variações sazonais (na participação do Firefox), mas agora ele continua com sua tendência de crescimento".

Nos últimos 12 meses, o Firefox ganhou 4,8 pontos percentuais. Caso mantenha o ritmo, o navegador deverá ultrapassar a marca de 25% do mercado no final de novembro.

O IE, por outro lado, perdeu 8,4 pontos percentuais por mês no mesmo período, o que significa que, caso o ritmo seja mantido, o navegador da Microsoft terá caído abaixo dos 50% até 2011.

O próprio Vizzaccaro, no entanto, esclarece que não acredita que o IE deverá perder a liderança do setor para o Firefox, por mais que a tendência de queda deste se mantenha no médio prazo.

O Chrome também chamou a atenção do analista. O navegador, apenas para Windows, teve o maior aumento de participação desde dezembro.

"Estamos vendo o Google colocando anúncios na sua página de busca e essas jogadas de marketing vêm dando um bom incentivo. Não sei até quanto esse aumento é sustentável".