Spam cai, mas ainda representa 86% dos e-mails enviados no mundo
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 05 de maio de 2009 às 14h45
Atualizada em 06 de maio de 2009 às 08h41
São Paulo - McAfee registra queda de 20% no volume de mensagens indesejadas enviadas, mas diz que tendência não deve se sustentar.
O número de spams - as mensagens não solicitadas enviadas para oferecer produtos e que também podem conter golpes - caiu 20% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com uma pesquisa da empresa de segurança digital McAfee.
O fechamento da McColo, rede de computadores zumbis destinada a enviar spams, é uma das explicações para a redução no número de mensagens indesejadas.
Com isso, o spam representa 86% de todos os e-mails enviados no mundo. Apesar de ser um número ruim, ele é melhor do que o patamar acima dos 90%, que tem sido o padrão nos relatórios da McAfee desde 2006. O relatório diz ainda que, somando os e-mails legítimos com os indesejados, cerca de 100 bilhões de cartas eletrônicas foram enviadas por dia, no mundo, em março e abril deste ano.
Infelizmente, a McAfee não está otimista - pelo contrário, a empresa acredita que o volume de spam deve voltar a subir. “A questão não é se o spam voltará aos níveis anteriores, mas quando”, disse a empresa, em seu relatório.
Os Estados Unidos continuam na dianteira de maiores emissores de spam do mundo e são responsáveis por 35% das mensagens indesejadas. O Brasil vem logo atrás, disparando 7,3% dos spams - número semelhante, mas menor do que o verificado por um relatório da empresa de segurança Sophos. A esses dois países se juntam a Índia (6,9%), Coréia do Sul (4,7%) e China (3,6%) no ranking dos cinco maiores emissores de spams.
Zumbis
Segundo o estudo, os Estados Unidos também são o país que mais têm computadores zumbis no mundo: 18% dos PCs norte-americanos estão comprometidos. Em seguida vem a China, com 13,4% de máquinas controladas por crackers. Austrália (6,3% de PCs contaminados), Alemanha (5,3%) e Reino Unido (4,7%). O Brasil aparece na sexta posição, com 4% dos computadores controlados por crackers.
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