Escolas primárias podem ter aulas de Twitter e Wikipedia no Reino Unido
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 25 de março de 2009 às 17h19
Atualizada em 25 de março de 2009 às 17h21
São Paulo – Proposta de reforma curricular sugere que crianças tenham conhecimentos de mídia social, podcasts e digitação, revela The Guardian.
Conhecimentos de Twitter e Wikipedia podem começar a fazer parte do currículo em escolas primárias no Reino Unido, revela uma nova proposta de reforma curricular à qual o jornal britânico The Guardian teve acesso.
Além dos conhecimentos sobre o microblog e a enciclopédia aberta online, a proposta deve dar mais liberdade para que os educadores decidam em quais assuntos os jovens alunos devem se concentrar durante as aulas.
A proposta do novo currículo escolar elimina uma série de especificações sobre ciência, geografia e história, que devem ser acumuladas pelos estudantes antes dos 11 anos de idade. Por outro lado, a reforma enfatiza áreas como fonética, cronologia da história e aritmética, incluindo mídias atuais e funções baseadas em web, além de um foco maior em educação ambiental.
O projeto foi elaborado por Sir Jim Rose, ex-diretor da Ofsted, entidade que inspeciona a qualidade do ensino em creches e escolas primárias no Reino Unido. Rose foi indicado por ministros britânicos para fazer uma revisão geral no currículo do ensino primário e a proposta deve ser publicada em abril.
De acordo com o rascunho do projeto, seis áreas de aprendizado são sugeridas para substituir as 13 atuais. O rascunho da proposta indica, por exemplo, que "as crianças devem deixar o ensino primário familiarizadas com blogs, podcasts, a Wikipedia e o Twitter como fontes de informação e meios de comunicação. Elas devem ganhar 'fluência' em escrita manual e digitação, aprender a usar um corretor ortográfico e a soletrar palavras.”
O vazamento do rascunho do projeto gerou represálias por parte de sindicatos de professores, que alegam não terem sido consultados para a elaboração da proposta, bem como de especialistas que tiveram um prazo de três dias para apresentarem um parecer sobre o projeto.
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