Ford usa Twitter como recurso para falar com clientes em tempo real
A história de sucesso da participação em mídias sociais da Ford veio de uma superfície negativa, assim como no caso da Dell. Usando esta negatividade a seu favor, a empresa conseguiu plantar e manter presença positiva em vez de cruzar os braços e esperar que a maré brava passasse.
Scott Monty,
atual estrategista social global da empresa automotiva, interveio quando
a Ford processou o site The Ranger Station por vender produtos
falsificados com a marca da empresa e pediu 5 mil dólares por danos.
Mais cases de sucesso:
> Adobe
> Dell
> EMC
> Skittles
> Zappos
O
dono do site divulgou que havia sido processado e a comunidade começou
a espalhar posts a seu favor. Monty começou a seguir o perfil no
Twitter que denegria a imagem da marca e direcionou mensagens aos
milhares de seguidores, explicando que estava discutindo com o
departamento legal da Ford - e pediu que os usuários ‘twitassem’ a
iniciativa.
Para acabar com a polêmica, Monty falou com o dono
do site, Jim Oakes, e o acordo estabelecido foi divulgado tanto pelo
Twitter comandado pelo estrategista quanto pelo próprio Oakes.
A
maior ousadia corporativa de Monty, porém, veio alguns meses depois. Em
um evento para a imprensa no final de 2008, Monty pediu que o Chief
Executive Officer da Ford, Alan Mulally, respondesse perguntas no
Twitter
- embora ele não conhecesse a plataforma.
Em seu blog,
o estrategista republica as perguntas e respostas dadas por Mulally na
ocasião, centradas principalmente na recessão norte-americana.
Já o perfil de Monty no
serviço é extremamente ativo. O número de posts depende da quantidade
de perguntas vindas dos seguidores, mas predominam as referências a
outros usuários, com respostas e links.
Responsável pelo
sucesso, Monty resume o segredo. “É muito simples, mas às vezes
subestimado: comunique-se com as pessoas como um ser humano de
verdade".


