Pesquisador diz que Google contribui para o aquecimento global
Por IDG News Service/Reino Unido
Publicada em 12 de janeiro de 2009 às 12h16
Atualizada em 14 de janeiro de 2009 às 15h13
Londres - Físico da Universidade de Harvard diz que cada pesquisa feita a partir do mecanismo de busca gera 7 gramas de dióxido de carbono.
Um pesquisador da Universidade de Harvard afirmou que as pesquisas feitas pelos internautas a partir do Google emitem gás carbônico e podem poluir o ambiente. De acordo com o físico Alex Wissner-Gross, cada pesquisa feita a partir do mecanismo de busca gera 7 gramas de dióxido de carbono, pouco menos do que uma chaleira, e têm potencial para contribuir com o aquecimento global.
O Google, no entanto, afirma que esse número é muito menor. De acordo com Urs Hölzle, vice-presidente de operações da companhia na Europa, cada vez que uma pessoa usa o mecanismo de busca, ela gera 0,2 grama de dióxido de carbono.
Entretanto, é impossível afirmar quem está correto, pois a metodologia de Wisner-Gross é diferente da do mecanismo de busca. O pesquisador leva em conta a energia usada pelo computador de onde a busca é feita, por exemplo. Já o Google leva em consideração apenas a energia consumida em seus data centers.
Segundo o The Sunday Times, jornal que publicou uma entrevista com o físico de Harvard, a pesquisa completa deve ser publicada em breve, pelo Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos dos EUA.
O mecanismo de busca e outras grandes empresas de tecnologia, como a Microsoft, têm procurado instalar seus data centers em locais onde a eletricidade é mais barata (nas proximidades de hidroelétricas, por exemplo), para reduzir os gastos com a conta de luz. “Tomamos grandes medidas para reduzir a energia consumida em nossas unidades, mas ainda queremos melhorar esse ponto”, disse Hölzle, do Google.
Estimativas indicam que a indústria de tecnologia é responsável por 2% de todos os gases relacionados ao aquecimento global, uma pegada de gás carbônico equivalente a das empresas de aviação. As empresas de tecnologia, porém, estão sendo cada vez mais cobradas pelo entidades ambientalistas e pelos consumidores a reduzirem suas emissões de gás carbônico e tomarem cuidados com a reciclagem de produtos.
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