Conheça 12 razões pelas quais a pornografia transformou a internet
Notícias Relacionadas
A pornografia gera impactos incríveis em todos os meios, da pintura à fotografia. Entre peripécias como a garantia de assinaturas de canais pagos, materiais pornográficos ajudaram o crescimento da internet - para o bem ou mal.
De fato, a indústria de entretenimento adulto esteve no topo de muitos momentos tecnológicos importantes da internet - mas não por os ter inventado.
Segundo o autor do livro "Eroticabiz: How Sex Shaped the Internet", Lewis Perdue, “sem pioneiros técnicos e de negócios no mundo do sexo online, a internet não teria crescido tanto e de forma tão rápida”.
Em uma indústria abrigada por paredes cheias de segredos, é difícil chegar a números exatos, e a maioria das evidências se resume a suposições. Ainda assim, está claro que a indústria ‘adulta’ modelou a internet como a conhecemos hoje.
Veja abaixo as 12 razões pelas quais a pornografia mudou a web, positiva ou negativamente:
1. Pagamentos online
Cada vez que você fizer uma compra virtual, em meio à segurança das transações eletrônicas, agradeça a Richard Gordon. Nos anos 90, Gordon fundou o Electronic Card Systems, pioneiro em transações de cartão de crédito para sites 'sem reputação', segundo o New York Times.
“Gordon fez uma fortuna com comissões de vendas em sites como o ClubLove, que publicou as cenas de sexo entre Pamela Anderson e Tommy Lee”, segundo o repórter do NY Times, Brad Stone.
++++
Segundo a Forrester Research, os internautas gastaram 1,3 bilhão de dólares em pornografia online em 1999, 8% de todo o e-commerce do ano. Os materiais pornô eram a indústria ‘líder’ da web.
Em 2006, contudo, a pornografia online gerou apenas 2,8 bilhões de dólares, muito menos que o total comercializado online, de 200 bilhões de dólares.
2. Spam
A indústria do sexo não inventou o spam, mas oferece muitas provas de como este negócio pode ser lucrativo. No final dos anos 90, e-mails diários sobre sites pornô eram fato na vida da maioria dos proprietários de uma caixa de entrada.
Entre 2001 e 2002, os spams adultos cresceram 450%, segundo o Cyber Atlas. Em abril de 2003, um em cada cinco spams abordava temas adultos.
O número caiu, em outubro de 2008, para apenas 2% do total de spams enviados, segundo o relatório State of Spam, da Symantec.
3. Transmissão de conteúdo
Antes da CNN.com ou do YouTube preencherem a web com vídeo em streaming, sites adultos já exibiam ‘estrelas de filmes pornô’.
O fundador de sites deste segmento, Danni Ashe, disse que “em 2001 a indústria de entretenimento adulto foi a primeira a criar vídeos com JPEG, que era o que funcionava na época e não precisava de um plug-in para o browser”, explica.
++++
“Sem os pioneiros de programação que tentaram aperfeiçoar softwares de transmissão de vídeo que mostrariam imagens de sexo a clientes pagantes com uma conexão de 28,8 Kbps, dificilmente a CNN ofereceria, com eficiência, vídeos de notícias”, escreveu Lewis Perdue no Eroticabiz.
4. Malwares
Os sites pornográficos eram conhecidos, no passado, por distribuírem malwares aos que buscavam um pouco de diversão. O código malicioso chegaria por galerias ou no download de novos codecs de vídeo.
Hoje, as infecções não são restritas a este lado da web - é possível rodar malwares em sites legítimos, explorando falhas de navegadores, entre outras possibilidades. E os resultados podem ser devastadores.
Um bom exemplo é a professora norte-americana Julie Amero, que se viu sendo processada após um computador contaminado com spywares mostrou materiais pornográficos aos seus estudantes. Para sua sorte, foi provado que ela foi vítima de um spyware, responsável pelas pop-ups com material impróprio.
5. Chat ao vivo
Por que você se limitaria a assistir vídeos de pessoas nuas quando você pode conversar com elas, sugerir atividades e quaisquer outras coisas que satisfaçam sua fantasia?
A pornografia preparou o terreno para chats de vídeo e videoconferência online. “Os chats em vídeo são uma grande área de interação e lucro na indústria adulta digital”, diz Mark Frieser, co-fundador do site adulto MyVIProom.com, que estréia este ano. “Milhares de mulheres estão vendendo serviços de chat por vídeo a taxas exorbitantes. Este tipo de tecnologia definitivamente foi pioneirismo da indústria pornográfica.”
Enquanto isso, a interação por vídeo combinada ao chat oferece novo significado ao termo ‘controle remoto’, nota a educadora sexual Violet Blue. “Garotas que posam ao vivo para uma câmera criaram a arena de trabalho sexual peer-to-peer”, afirma.
++++
6. Pop-ups e anúncios ocultos
Após ultrapassar a fronteira de um site pornô, o visitante provavelmente achará difícil sair dali, devido a pequenos aplicativos que controlam seu browser e continuam enviando anúncios.
Os sites adultos ainda adotam amplamente tecnologias que disparam novas janelas para substituir todas as que o internauta já fechou.
7. Banda larga
Nos anos 90, a revista Penthouse distribuiu modems com o logo da publicação, segundo Gerard Van Der Leun, ex-diretor da revista. Os modems eram o jeito mais fácil de acessar alguns boletins da Penthouse.
Muitas autoridades acreditam que “a aquisição de imagens pornográficas em melhor resolução promoveu rapidamente a banda larga”. Esta é a afirmação do professor de história da Texas A&M, Jonathan Coopersmith, em um documento sobre a essência do conteúdo adulto em PCs.
Já segundo uma reportagem de 2000, do New York Times, cerca de 20% dos clientes da operadora AT&T estavam pagando para assistir a sexo online ao vivo, por 10 dólares cada filme.
Um estudo de 2003 da Nielsen/NetRatings, por sua vez, mostrou que o compartilhamento de músicas online e a pornografia na internet eram os principais fatores impulsionando a penetração de banda larga na Europa.
8. Sequestro de browser
Entre as primeiras ocorrências do golpe de ‘sequestro de browser’, está o uso de spywares e adwares para sequestrar uma página ou mudar o buscador padrão do usuário, redirecionando para anúncios de sites adultos.
Os donos destas páginas receberiam alguns centavos quando alguém clicasse nos links, uma estratégia comercial que se traduziria em dezenas de milhares de dólares em receita mensal.
++++
9. Otimização de tráfego
Antes de blogs e sites agregadores de conteúdo como o Digg e o Reddit surgirem - e até mesmo antes do Google Adsense -, sites adultos criaram tráfegos massivos ao compartilharem links, clientes e receita entre si.
“Os executivos da indústria pornográfica lideraram a indústria de desenvolvimento e monetização de tráfego”, diz Ariel Ozick, chefe de operações da Wired Rhino, empresa de otimização de marketing de buscas.
“Nos anos 90, se você se cadastrasse em um site adulto e saísse da lista após três meses, você receberia uma oferta por e-mail para acesso a outras três redes, além daquela, pelo mesmo preço”, explica Frieser.
10. Sequestro de domínios
O maior exemplo de furto de um nome de domínio certamente é a batalha legal pelo Sex.com. Em 1996, Stephen M. Cohen supostamente usou um documento falso para convencer a Network Solutions que a posse legal do Sex.com havia sido transferida para o seu nome.
Cohen então iniciou uma operação altamente rentável, mas em 2001 o domínio voltou ao seu dono original, Gary Kremen, e Cohen foi condenado a lhe pagar 65 milhões de dólares. Ele recusou e ainda está sob desobediência de julgamento após fugir por cinco anos.
Kremen vendeu o domínio em 2006 por cerca de 14 milhões de dólares.
11. Serviços 3G
Pornografia de bolso é a nova fronteira. Enquanto conteúdos adultos já ajudaram a propagar as conexões a cabo e DSL, provavelmente a indústria também aumentará a demanda por serviços 3G.
Em junho de 2008, a iRoticNet lançou um serviço para os usuários do iPhone 3G escolherem entre 1000 vídeos de entretenimento adulto por uma taxa de 10 dólares ao mês.
Segundo o vice-presidente do grupo AVN Media Network, Farley Cahen, já há “algumas centenas” de sites pornô para o iPhone.
A Juniper Research prevê ainda que o mercado mundial de pornografia móvel crescerá de 1,7 bilhões de dólares para 4,6 bilhões de dólares em 2012.
12. Paris Hilton
Honestamente, onde a carreira de Paris Hilton estaria sem “1 Night in Paris”. O vídeo de sexo publicado na web 2004 ainda tem o conteúdo de alguns dos melhores trabalhos da artista, afirmam alguns cineastas.
E qualquer um que já tentou assistir ao seriado “The Simple Life” concordaria com estes especialistas.


