Os melhores e piores filmes sobre a internet de todos os tempos
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Desde que Fritz Lang revelou o robô Maria em seu filme mudo Metropolis, clássico da ficção científica de 1927, computadores têm feito parte da indústria cinematográfica. Agora, a internet é o mais novo fenômeno. Roteiristas e diretores ainda estão descobrindo como trabalhar o agora essencial e penetrante sistema de comunicações dentro de seus filmes de uma forma que valha a pena.
Pensando nisso, fizemos uma lista de cinco melhores e cinco piores filmes cujo tema mais importante seja a internet, ou que tenha a web como característica destacada do enredo. Os links são do Internet Movie Database (IMDB), um rico banco de dados sobre cinema.
Os 5 melhores:
1: Matrix (The Matrix, 1999)
Matrix é realmente sobre a internet? Ele é um épico da ficção científica, com certeza, mas também é uma ampla alegoria a respeito de para onde a tecnologia poderia nos levar. O papel da internet na Matrix é basicamente traiçoeiro: ela está envolvida numa simulação global de vida apenas para divertir e distrair humanos inconscientes que estão sendo usados para alimentar a rede.
Há quem diga que esta visão não é apenas fantasia - que estamos realmente caminhando nessa direção. O filme é declaradamente inspirado no empresário do Second Life Philip Rosedale ao criar seu popular mundo virtual. Em última análise, o Matrix não seria sobre internet. Ele seria a internet!
2: Eu, Você e Todos Nós (Me and You and Everyone We Know, 2005)
A brilhante diretora e atriz Miranda July provou na comédia feita há três anos que uma criativa autora poderia surgir com uma nova e original maneira de usar a internet como roteiro. A rede desempenha um papel crucial no filme - uma sub-trama na qual dois personagens que se conhecem apenas pela internet decidem se encontrar. O fato é que nenhum é o que o outro espera. A diversão está na maneira como eles chegam ao fatídico encontro. Se alguém ficar curioso, no YouTube há alguns trechos.
++++
3: Hackers - Piratas de Computador (Hackers, 1995)
Amplamente criticado como idiota em seu lançamento, Hackers logo emergiu como um clássico cult da comunidade web - ao menos entre os telespectadores jovens demais para ter visto o WarGames quando estreou. O filme apresenta uma nova, improvável, estilizada e pesada visualização do cyberespaço, mas funciona assim mesmo, graças à sua história top de linha e das estrelas (que outros filmes podem se vangloriar da presenta de Angelina Jolie e Fisher Stevens?).
O filme também dá uns toques de realismo: Antes do núcleo da tripulação de hackers permitir que Jonny Lee Miller's Dade entre para o grupo, eles o desafiam a decifrar uma série de manuais técnicos considerados de essencial leitura desde o início dos anos 1980. Dade passa no teste, o que culmina no "Ugly Red Book That Won't Fit on a Shelf" (livro vermelho feio que não cabe numa prateleira), um dos quatro livros que são referência em linguagem de programação PostScript nos Estados Unidos.
4: Startup.com (2001)
Lembra do "boom" da internet? Aquele antes do estouro da bolha no ano 2000? Em Statup.com, os documentaristas Chris Hegedus e Jehane Noujaim capturaram o glorioso crescimento e a surpreendentemente rápida queda de uma empresa fictícia chamada GovWorks.com, de seu início até a implosão. O filme dá aos telespectadores um lugar na sala de reunião durante as sessões de brainstorming da equipe de construção de treinamento e o capital de risco no centro dos negócios no lançamento da web.
O período de entusiasmo e projeções de crescimento é prontamente seguido por brigas entre executivos, demissões em massa e um espetacular colapso. Em um mundo onde a pura malícia sustenta muitas falhas corporativas, essa história de ignorância simples e ganância levando a uma queda nos negócios parece quase bizarra. Mas ele faz um bom trabalho ao resumir a era "ponto com" em apenas 107 minutos.
++++
5: Ameaça Virtual (AntiTrust, 2001)
O filme é um delírio para os nerds. Ryan Phillippe estrela como um jovem esquisito empregado num grande conglomerado da computação chamado NURV, onde deve desenvolver algo como uma versão da internet via satélite - um sistema que ligará todos os equipamentos de comunicação da Terra (incluindo pagers e PDAs, que ainda eram muito populares na época).
A NURV se torna o inferno e seu chefe "fascista monopolista", interpretado por Tim Robbins, é revelado um assassino em série que não hesita em fazer dos desenvolvedores suas vítimas.
Os piores:
1: A rede (The Net, 1995)
Absolutamente o pior filme de todos os tempos sobre internet é um cujo título não poderia ser melhor do que "A rede". A produção de 1995 foi meticulosamente desenvolvida para alertar sobre a vigilância do governo e identificar roubos que a internet, então novidade para as massas, estava estimulando.
Tais temores se tornaram realidade para a pobre Sandra Bullock. Ela faz uma desenvolvedora que descobre o código-chave de um programa que dá ao portador acesso a todos os computadores de segurança do governo. Obviamente, os homens maus querem isso. Então, eles mudam a identidade dela, transformando-a numa prostituta fugitiva. Os absurdos amontoam-se, mas as cenas com a Bullock de biquini triunfaram sobre todas as previsões e ajudou o filme a gerar mais de 100 milhões de dólares de bilheteria.
2: Fixação (Swimfan, 2002)
Nesse pesadelo produzido em 2002, o aquaman Ben começa a ser seguido via internet, por uma linda loira chamada Madison. Sua perseguição inclui enviar a Ben fotos dela mesma nua via e-mail, seduzindo-o numa piscina. Cavalheiro, Ben fica confuso devido a sua predileção por sua antiga namorada. Mas o fato é que Madison é uma assassina e vai matar algumas pessoas antes do filme terminar.
Esta 'Atração Fatal' versão para adolescentes já tinha sido feita antes, mas nunca tão pobremente quanto o Fixação - e nunca com um título tão ruim (Swimfan, algo como "fã de natação"), que a Madson usa como apelido - nada atrativo - na internet: Swimfan85.
++++
3: Mensagem Para Você (You've Got Mail,1998)
Hollywood mostrou mais de uma vez que refazer uma comédia clássica, com tratamento de grande orçamento, pode ser mortal. Caso em questão: o Mensagem Para Você, uma atualização de 65 milhões de dólares do excêntrico "A Loja da Esquina" (The Shop Around the Corner, 1940). Os protagonistas interpretados por Tom Hanks e Meg Ryan se correspondem via-email da America Online. Na versão original, eles se correspondiam via carta. A exposição do produto é tão expressa que a Warber Bros. poderia ter entregue CDs da AOL na mão de todos com os bilhetes de cinema vendidos!
4: The Chatroom (2002)
Quando a virada do milênio veio, sem o "bug" que todo mundo esperava, algumas empresas de cinema abandonaram a internet como dispositivo de "terror" e começaram a envolver o tema nas comédias.
Como parte de uma elaborada aposta, um bando de caras usam salas de bate-papo da internet para pegar meninas, mas as garotas dos sonhos se revelam homens, velhas, travestis, etc. Ele ainda é outra reformulação do gênero "encontro às cegas que dão errado", como tantos outros.
5: Medo.com.br (FearDotCom, 2002)
O Medo.com.br é baseado na premissa de um site tão assustador que se você acessá-lo, vai morrer. Ou alguém vai te matar. Imagine quantos assassinatos nosso vilão teria de fazer se esse site fosse para o Digg?
Como previsível, o FearDotCom não faz sentido. É só uma desculpa para seus telespectadores virem sangue. Mas com as seqüências de horror, as pessoas ficaram curiosas para acessar o domínio usado no filme. E não é fear.com, e sim feardotcom.com. A Warner Bros. queimou 42 milhões de dólares neste filme e não conseguiu pagar um domínio melhor que esse?