Empreendedores devem continuar investindo na web, mas com cautela
Por IDG News Service/EUA
Publicada em 06 de novembro de 2008 às 11h57
Atualizada em 06 de novembro de 2008 às 11h58
São Francisco - Segundo palestrantes do congresso Web 2.0, empresas vão criar produtos "realmente úteis" e podem sair fortalecidas da crise.
Os empreendedores de projetos web não devem se apavorar com a iminente recessão e suas conseqüências para a economia, como uma eventual redução no capital de investimento e um menor crescimento da receita publicitária.
Pelo contrário, é preciso ter um olhar positivo e entender que a situação vai forçar as empresas a serem mais eficientes no nível operacional e desenvolver produtos realmente úteis, disseram os palestrantes presentes ao Web 2.0 Summit 2008, evento que acontece em São Francisco.
Uma importante característica das tecnologias de web 2.0 é o uso da rede como uma plataforma para executar aplicativos e resolver problemas de novas maneiras, disse Tim O'Reilly, Chief Executive Officer (CEO) da O'Reilly Media, que está organizando e evento. "Vocês realmente acham que nós esgotamos a idéia de usar a rede como uma plataforma? Eu não acredito nisso", afirmou.
Segundo ele, a web 2.0 tem o potencial para resolver grandes problemas globais e isso é uma fonte de oportunidades para os empreendedores dispostos a buscar novas soluções. "Se existe uma coisa importante na recessão é que nós vamos nos livrar de muita porcaria. Nós vamos lembrar às pessoas do que realmente importa", disse o executivo.
Já John Doerr, do fundo de investimento Kleiner Perkins Caufield & Byers, "as boas idéias vão obter financiamento", mesmo em tempos de crise. Ele disse que sua companhia fez nove investimentos nos últimos meses, principalmente em redes sociais e aplicativos para iPhone. "Nós estamos cautelosos com as oportunidades, mas vamos continuar investindo estrategicamente."
Para sobreviver à recessão, Doerr recomenda que os empreendedores ajam rapidamente para garantir financiamentos e empréstimos e sejam "bastante conservadores" com os gatos. Na avaliação do executivo, uma boa medida é renegociar contratos com fornecedores, em vez de adquirir novas soluções. Aqueles que seguirem essas medidas terão chance de se fortalecer quando a crise passar. "Reduza gastos, mas não reduza a esperança", disse Doerr.
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