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09 de julho de 2009
internet
Mídia Digital

Mais da metade das crianças já viu conteúdos impróprios online, diz estudo

Por Redação do IDG Now!

Publicada em 09 de outubro de 2008 às 13h00
Atualizada em 09 de outubro de 2008 às 19h15

São Paulo - SaferNet afirma que 87% das crianças e jovens apontam não ter restrições de uso da internet e 80% usam redes sociais.

Mais de 50% das crianças e jovens brasileiros pesquisados pela SaferNet já foram expostos a conteúdo impróprio na internet, diz estudo da organização não-governamental divulgado nesta quinta-feira (09/10).

Nem todos os pais parecem saber desta realidade, pois apenas 40% já ouviram relatos dos filhos mostrando incômodo ou constrangimento durante seu tempo online.

Leia mais:
> Filtros para proteger seu filho
> Pais: cuidados com os filhos na web
> Redes sociais infantis controlam diversão
> O que as crianças pensam sobre cidadania digital

Outra descoberta do levantamento foi que 64% dos jovens acessam a web de seu quarto, contrariando a recomendação de segurança de que o computador deve ficar em área comum da residência.

Longe de sua vigilância, é quase unânime a preocupação dos pais em relação à segurança online dos filhos - 84% temem que eles sejam vítimas de um adulto mal-intencionado e 74% têm medo de que os filhos vejam conteúdos impróprios.

Mesmo sob este cenário, 87% dos jovens e crianças afirmam não ter restrição de uso da internet, enquanto 63% dos pais admitem não impor limites de navegação. O monitoramento dos pais aborrece 48% dos filhos. Aliás, mais da metade (55%) dos jovens reconhecem passar tempo demais conectados. O excesso de dedicação à web pode se justificar pelo fato de 26% dos jovens a considerarem como seu principal meio de diversão e comunicação.

Entre os jovens entrevistados, 79% têm amigos virtuais - sendo que 37% conhecem mais de 20 pessoas pela web. As mães são menos flexíveis na permissão para os filhos encontrarem os amigos na vida real: 69% das mães não liberam encontros, contra 47% dos pais; e 30% das mães permitem encontros com supervisão, enquanto 41% dos pais têm esta opinião.

As redes sociais são os sites preferidos por 80% deste público e, mesmo considerando que não é permitida a participação no Orkut, por exemplo, para usuários com menos de 18 anos de idade, 30,5% dos pais responderam acompanhar sempre o cadastro dos filhos nas redes, enquanto 20,9% os deixam fazê-lo sozinhos.

Com base nestes dados, foi elaborada uma cartilha pedagógica de prevenção, com download gratuito em seu portal da SaferNet.

A organização não-governamental entrevistou 1.326 internautas de todo o País, sendo 875 crianças e jovens menores de 18 anos  e 451 adultos com filhos que usam a internet. Os entrevistados se envolveram na pesquisa por meio de um questionário no site da SaferNet, convidando os interessados a participarem.


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