Advogados dos EUA apelam para Justiça não impedir acordo Google-Yahoo
Por IDG News Service/ EUA
Publicada em 29 de setembro de 2008 às 18h49
Washington - Integrantes da House of Representatives enviam carta expressando que publicidade online será afetada negativamente sem acordo.
A House of Representatives dos Estados Unidos, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, pediu que o Departamento de Justiça (DOJ) do país aprove o acordo publicitário entre o Google e o Yahoo.
Os advogados, todos democratas da Califórnia, imploraram que o DOJ não impeça o acordo em carta enviada na sexta-feira (26/09).
“Estamos profundamente preocupados com a possibilidade do DOJ considerar impedir o acordo não-exclusivo de anúncios do Yahoo com o Google. Se isto ocorrer, o mercado de publicidade online e o comércio eletrônico serão afetados de forma negativa”, diz a carta.
O documento surge após especulações de que a Justiça norte-americana quer bloquear o acordo entre os dois maiores responsáveis por anúncios online relacionados a buscas.
O acordo está sob avaliação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, com apoio de entidades como a World Association of Newspapers, além da União Européia. Além disso, o American Antitrust Institute disse que a parceria justifica uma intervenção do DOJ.
Quem foi contra o acordo, proposto em junho, não entendeu os efeitos do mesmo, segundo os advogados da Califórnia. Segundo eles, não há fundamento o medo de que o Google controlará 90% do mercado de anúncios baseados em busca.
A carta afirma que “o acordo não é uma fusão, e não dá controle exclusivo dos anúncios nem para o Yahoo nem para o Google.”
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Os advogados enfatizam, na carta, acreditarem que o DOJ nunca agiu preventivamente contra um acordo não-exclusivo.
O Google e o Yahoo planejam seguir com o acordo em outubro deste ano. Voluntariamente as empresas enviaram documentos ao DOJ após anunciarem a parceria em junho, mas não é necessária sua aprovação antes de implementar as condições do acordo.
A Justiça poderia, contudo, iniciar um processo para impedir o acordo antes que ele seja efetivado.
“Continuamos a ter discussões cooperativas com a Justiça a respeito deste acordo e atrasamos a data de implementação para lhes dar tempo para entenderem a parceria. Estamos confiantes de que o acordo é benéfico à competição”, afirmou um porta-voz do Google, Adam Kovacevich.
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