Petição contra projeto de crimes virtuais ultrapassa 45 mil assinaturas
Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 14 de julho de 2008 às 16h40
Atualizada em 19 de julho de 2008 às 17h07
São Paulo – Petição contra PLS 76/2000 dá salto no número de inscritos após aprovação pelo Senado e pretende pressionar Câmara a vetar projeto de lei.
Uma petição online contra o Projeto de Lei Substitutivo 76/2000, que pretende tipificar novos crimes cometidos online ou por gadgets eletrônicos, ultrapassou as 45 mil assinaturas colhidas na tarde desta segunda-feira (14/07).
Criada pelo publicitário e consultor de mídias sociais João Carlos Caribé, a petição online passou a marca na tarde desta segunda-feira (14/07) oito dias após ser publicada oficialmente e apenas cinco após a aprovação do projeto no Senado.
Mais sobre a lei contra crimes eletrônicos:
> Entenda o projeto de lei na prática
> Abranet quer menos prazo para guardar dados
> Novo PLS dá margem a interpretações, diz FGV
> PL contra Pedofilia é aprovado no Senado
Segundo Caribé, a idéia nasceu durante o evento Descolagem, realizado no começo de julho na escola conceito Nave, em discussão com o presidente do iCommons e professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, Ronaldo Lemos, originalmente no formato de um dia (19 de julho) em que blogueiros escreveriam sobre política.
A petição se aproveitou de post publicado pelo sociólogo Sérgio Amadeu em seu blog, com sua devida permissão, como texto de abertura e foi ao ar pela primeira vez no domingo (06/07) anterior à votação no Senado.
A expectativa, segundo Caribé, era reunir cerca de 10 mil assinaturas, cifra passada três dias após sua publicação.
Com a aprovação do Senado e a conseqüente cobertura tanto da blogosfera como de jornais, a petição se tornou cada vez mais conhecida, registrando pico de 456 assinaturas por hora no dia seguinte à aprovação.
Nos dias seguintes à criação, Caribé comunicou os senadores sobre a existência da petição, enviando-lhes o texto que abre o movimento, o número de assinantes atingidos até então e um clipping com alguns dos protestos registrados na blogosfera - a íntegra dos arquivos pode ser baixada no site Flash Brasil.
O primeiro a receber foi Aloizio Mercadante (PT-SP), que já havia demonstrado interesse no projeto e foi o responsável pelas principais mudanças no texto do PLS 76/2000 antes de sua aprovação.
"Temos que admitir que ele (Mercadante) melhorou o projeto, mas continua com vários problemas que precisam ser corrigidos na Câmara", afirma Caribé, que defende o veto dos artigos 285A, 285B e o inciso terceiro do artigo 22., entre outros A Câmara, porém, poderá apenas vetar ou aprovar o projeto por completo.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- DIGG
Agora no Twitter
CONTEÚDO RELACIONADO:
- Crimes digitais: como a nova lei pode afetar seu cotidiano virtual
- Lei de crimes virtuais: mudanças não reduzem falta de clareza, diz FGV
- Prazo para guardar logs de internautas deve ser modificado, diz Abranet
- Entenda os principais pontos do projeto de lei contra crimes eletrônicos
- Senado aprova projeto contra crimes de pedofilia na internet
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- IBOPE tomará providências sobre caso R7
- Dilma Rousseff defende regulamentação de profissões de TI
- Justiça dos EUA reduz indenização em caso de pirataria de música
- Pacote conserta 11 bugs do RealPlayer; CERT recomenda aplicação
- Google aprimora busca a fatos e eventos
- Mercado de música digital cresce, mas indústria ainda sofre com pirataria


Receba notícias do IDG Now! no celular
YouTube no HTLM 5
Com nova linguagem web, portal libera o acesso à interface de vídeos sem usar o Flash.
Redes sociais contra enchentes
O Projeto Enchente, que começou como um termo no Twitter, já tem blog
oficial e cresce na web.
Links patrocinados







