ICANN vota relaxamento em critérios para registro de domínios top-level

ComputerWorld/EUA
25 de junho - 11h10 - Atualizada em 15 de março - 12h31
Framingham - Na França, ICANN decide se afrouxa regras de domínios do tipo ".com" e ".net" e permite criação de URLs com sufixos customizáveis.

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Responsável por definir padrões no sistema de nomes da internet, o ICANN votou em encontro realizado em Paris nesta terça-feira (24/06) se afrouxará as regras para o registro de domínios do tipo top-level, como os terminados em ".com". O resultado ainda não foi divulgado pela organização.

Caso o ICANN relaxe estas regras, companhias poderão registrar domínios top-level com os sufixos que preferirem, de acordo com notícia da BBC News.

Isto significa que, por exempo, o eBay poderia acrescentar seu nome ao fim da URL, tornando-a eBay.ebay, enquanto a Microsoft poderia se tornar Microsoft.microsoft e a Apple, Apple.apple.

Atualmente, as terminações de domínios são limitadas a ".com", ".net" e ".org" assim como códigos regionais como ".br"para o Brasil.
 
O CEO do ICANN, Paul Twomey, afirmou à BBC News que relaxar estas regras seria a maior mudança na maneira como a internet funciona em décadas.

"O impacto disto será diferente em diferentes partes do mundo. Mas permitirá que grupos, comunidades e negócios expressem suas identidades online", afirmou Twomey à BBC.

"Como os Estados Unidos no século 19, estamos no processo de desbravar nova terra. E as pessoas explorarão para usar estas terras pelas várias razões que possuem. É um aumento na geografia da internet".

Segundo a notícia, ao ser questionado sobre a possibilidade de um domínio ".xxx", Twomey afirmou que o novo sistema estaria "aberto a qualquer um".

No ano passado, o ICANN rejeitou o domínio voltado para conteúdo pornográfico, afirmando que, caso fosse aprovado, o domínio forçaria a organização a "assumir um papel de gerenciamento e monitoramento de conteúdo online, inconsistente com seu mandato técnico".

O CEO afirmou que o ICANN não decidiu sobre uma possível taxa para os novos domínios, mas estimou que cada um deles custaria milhares de dólares.

Linda Rosencrance, editora do Computerworld, de Framingham.