Brasil sobe uma posição em ranking sobre preparo do mercado em TI
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 05 de maio de 2008 às 15h33
Atualizada em 05 de maio de 2008 às 17h28
São Paulo - Impulsionado por estabilidade econômica, país aparece na 42ª posição do 9º ranking de e-readiness da The Economist e da IBM.
O Brasil subiu uma posição no 9º ranking anual de e-readiness, elabora pela parceria entre a IBM e a The Economist Intelligence Unit, passando para a 42ª posição entre 70 nações avaliadas.
No médio prazo, porém, o Brasil ainda continua em débito - em 2004, o país ocupava a 35ª posição do ranking. Em abril de 2006, escorregou três posições e ficou no 41º lugar. No ano seguinte, foram mais dois lugares no ranking perdidos.
O ranking avalia, por meio de um índice calculado a partir de um conjunto de fatores, as condições que 70 economias nacionais têm para atrair investimentos e oportunidades de negócios baseados na internet.
O índice brasileiro chegou a 5,65 pontos, contra 5,45 pontos na edição anterior, puxado por melhorias nas categorias "conectividade e infra-estrutura de tecnologia", que, mesmo potencializado pelo sucesso do programa Computador para Todos, ainda é fraco comparado a outros países, e "desenvolvimento cultural e social", dada a estabilidade econômica do mercado nacional.
Ainda que tenha melhorado, o Brasil aparece atrás de países como Estônia (7,1), Chile (6,57), Malásia (6,16) e África do Sul (5,95).
No sentido contrário, países com boa posição no ranking em outras edições experimentaram quedas pela incapacidade de manterem o ritmo de investimento em tecnologias ou estabelecerem novos canais públicos ou corporativos com o Governo.
É o caso da Dinamarca (8,83), que escorregou quatro posições para o 5º lugar e viu os Estados Unidos tomarem a liderança do ranking com nota 8,95, e da Suíça (8,67), que caiu de 5º para 9º em 2008.
Entre os países que mais cresceram destacam-se Hong Kong (8,91), atual 2º colocado depois de ser 4º em 2007 e Austrália (8,83), que subiu da 9ª para a 4ª posição em um ano.
Segundo a The Economist Intelligence Unit, o avanço teve relação com "melhorias de conectividade e no acesso à banda larga, bem como em seus ambientes de inovação".
De maneira geral, o índice apontou que, ainda que de maneira lenta, o gap digital que separa os países da ponta da lista com os do fim caiu, com aumento na nota média de 6,24 em 2007 para 6,39 na edição deste ano.
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