Classe C: o poder que a maior camada social do Brasil terá na internet
Por Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!
Publicada em 25 de abril de 2008 às 07h00
Atualizada em 30 de abril de 2008 às 14h52
São Paulo – Beneficiada por estabilidade financeira e inclusão digital, classe C ganha poder de consumo e pede adaptação do varejo online.

Não é todo país em desenvolvimento que vê um grupo do
tamanho da população na metropolitana de Nova York ascender de camadas mais
baixas e, sustentado pela estabilidade econômica, se tornar a maior classe
social do país.
Tamanho não explica totalmente a trajetória da classe C no Brasil nos dois
últimos anos, que viu também seu poder de consumo elevado, o que faz do grupo
alvo obrigatório para empresas nos próximos anos.
Na internet não é diferente.
Potencializada pelas medidas de inclusão digital adotadas
pelo Governo nos últimos quatro anos, a classe C se vê responsável pelos
seguidos crescimentos na base de internautas no Brasil e começa a forçar as
empresas digitais e repensarem suas estratégias online, antes tão focadas nas
classes A e B.
Quem sustenta este crescimento estável, mas também explosivo dessa base desde
2006, quando éramos
apenas 14 milhões de internautas? A classe C, responde prontamente
Alexandre Magalhães, gerente de análise de mercado do Ibope//NetRatings.
Segundo Magalhães, o crescimento vem “desde 2006, mas agora
está se acentuando. Quem está ‘distorcendo’ (os números) para cima, no bom
sentido, é a classe C”, afirma.
No total, são cerca de 40 milhões de internautas no
Brasil, segundo a Cetelem, sendo que 6 milhões, no mínimo, são da Classe C e entraram na internet nos últimos três anos.
Entre 2005 e 2007, uma conjuntura de estabilidade
financeira, aumento do crédito aos menos favorecidos e crescimento nos empregos
com carteira assinada fez com que 19,5 milhões de brasileiros entrassem na
classe C, tornado-a a maior do Brasil, segundo estudo divulgado pela Cetelem,
realizado em parceria com a Ipsos.
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